No Paraguai, o governo do Mercosul e o União Europeia (UE) assinaram um acordo de livre comércio no sábado que esperam fechar em breve 26 anos de namoro.
O acordo, que foi aprovado politicamente pela União Europeia nos primeiros dias de janeiro, necessita da aprovação do parlamento que permite a entrada à força.
O acordo é um passo diplomático e comercial para ambas as regiões. Isto inclui a criação de um dos maiores acordos de comércio livre do mundo, reunindo o bloco sul-americano – Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai – com os europeus, o que ajuda. 450 milhões de consumidores e perto de 15% do produto bruto mundial.
A assinatura ocorreu num ambiente de antecipação devido ao impacto do comércio bilateral, do investimento e da coordenação das normas de saúde e comércio. O acordo, previamente negociado e que não está em vigor desde meados da década de 1990, estabelece compromissos sobre tarifas, limites, direitos de exportação e normas fitossanitárias que abrangem uma vasta gama de actividades económicas.
O texto está organizado lá três pilares principais: comercial, político e cooperativo, com compromissos que vão desde a eliminação de barreiras tarifárias até a definição de normas jurídicas que afetarão a cadeia comercial entre as duas regiões.
Um dos elementos mais importantes para a Argentina e os demais membros do Mercosul é a acesso exclusivo ao mercado europeu. O entendimento estabelece que a UE eliminará tarifas para 92% das exportações do Mercosul e concederá acesso exclusivo a outros 7,5%sair quase 99% das exportações agrícolas do bloco sul-americano sob benefícios tarifários preferenciais.

Do lado sul-americano, o Mercosul reduzirá gradualmente as tarifas sobre os produtos europeus. Segundo estimativas oficiais, isto permitirá equalizar as condições com concorrentes que já têm um acordo com a UE, como Chile ó México.
O acordo contempla diferentes métodos de abertura:
- Cancelamento imediato de tarifas para muitos produtos, incluindo bens relacionados à pauta de exportações da Argentina, como farinha e feijão de soja, nozes, frutas frescas, legumes e produtos pesqueiros.
- Desacelerar em bens como óleos vegetais, preparações alimentícias, vinho e alimentos processados, com condições que podem se estender entre quatro e dez anos.
- Cota tarifária para produtos sensíveis, incluindo carnes (bovinas, suínas e de aves), arroz, milho, mel, queijos e leite em pó, que ficarão reservados para todo o Mercosul e exigirão definição interna após sua distribuição no país.
- Mudanças no imposto de exportação (DEX): O entendimento estabelece compromissos sobre a manutenção das exportações para a União Europeia. A partir do terceiro ano após a entrada em vigor do instrumento comercial temporário, a Argentina deixará de aplicar direitos de exportação sobre a maioria dos produtos exportados para este mercado.
- Tratamento sanitário e fitossanitário: O capítulo da saúde estabeleceu regras claras para o acesso dos produtos argentinos ao mercado europeu. O artigo estabeleceu prazos obrigatórios para monitoramento, avaliação e autorização, priorizou o uso de critérios científicos e criou um mecanismo de consulta entre as duas partes.
- Restrições a equipamentos comerciais estrangeiros: No que diz respeito ao comércio de mercadorias, o acordo reforça a proibição de restrições quantitativas e estabelece limites à utilização de licenças de importação e exportação.
- Arranjos Legais e Institucionais: A disciplina é introduzida em áreas que antes não eram regulamentadas de forma tão detalhada pelo Mercosul: facilitação comercial, alfândega, serviços, financiamento público e propriedade intelectual.
Em termos de taxas de exportação, o acordo estabelece o compromisso de que, até terceiro ano sua entrada forçada, Argentina suspendeu sua demanda pela maioria dos produtos enviados para a UE. No entanto, haverá exceções em setores como soja, hidrocarbonetos, papel, cortiça e aço. No complexo soja, o limite máximo de posse é de ano para ano 18% e diminuirá gradualmente para 14% no décimo ano.
Uma das novidades do acordo é a inclusão de regras processuais claras fitossanitária e segurança alimentarcom períodos obrigatórios de monitorização e avaliação e um mecanismo de consulta bilateral. O objetivo declarado é garantir que as normas sejam baseadas em critérios científicos, reduzir a incerteza e facilitar a entrada dos produtos argentinos no mercado europeu.
O acordo também limita o uso de ferramentas de liberalização do comércio exterior, tais como restrições em massa ou licenças automáticas de importação e exportação, e promove adaptação legal em aspectos como costumes, serviços, preços públicos e propriedade intelectual.
Segundo estimativas publicadas pela delegação da União Europeia da Argentina, o acordo deverá aumentar o comércio bilateral: Exportações europeias para o Mercosul poderão aumentar 39%e o do Mercosul para a UE, 17%igual ao valor adicional de 48,7 mil milhões e 8,9 mil milhões de eurosrespectivamente.

O mercado europeu é considerado muito importante pelo setor empresarial: estima-se que a União Europeia importe aprox. US$ 220 bilhões e a Argentina representa o bairro 3% nesse total.
O anúncio dos progressos e a próxima assinatura do acordo foram acompanhados por diversas reações do setor privado argentino, que interpreta o acordo como um passo para uma maior integração comercial global.
o Associação Empresarial Argentina (AEA) Ele descreveu a conclusão do acordo de comércio e investimento como algo que “dará acesso a novos mercados com condições mutuamente benéficas” e é “muito bom para o desenvolvimento económico e social” do país.
ele Grupo 6 (G6) — que reúne seis câmaras empresariais — descreveu a aprovação da UE como “mais um passo no sentido do estabelecimento de uma zona de comércio livre entre os dois países”. Ele também confirmou que o intercâmbio entre o Mercosul e a Europa “beneficiará o desenvolvimento dos países envolvidos e dos seus povos”.
De Associação Rural Argentina (SRA) Observou-se que o acordo representa uma oportunidade estratégica depois disso 25 anos de namoro e destacou a importância de fortalecer a presença dos produtos argentinos no mercado internacional.
Autoridades sul-americanas e europeias disseram que, se os prazos esperados forem cumpridos, o acordo poderá começar a ser implementado até o final deste ano. Entretanto, os governos e o sector privado continuam a avaliar a sua disponibilidade para tirar partido das novas condições comerciais assim que o acordo entrar em vigor.















