A Nvidia e a Meta Platforms selaram um acordo plurianual que marca um novo capítulo para a inteligência artificial em escala global. O acordo cobre a venda de milhões de chips Nvidia atuais e futuros para a Meta, abrangendo unidades avançadas de processamento de IA e processadores centrais que competem diretamente com produtos da Intel e AMD.
Esta parceria estratégica fortalece a posição de ambas as empresas no desenvolvimento e implantação de tecnologia de IA e antecipa uma nova onda de inovação neste campo.
Embora a Nvidia não tenha divulgado o valor total da transação, a empresa confirmou que o acordo inclui a entrega dos chips Blackwell de próxima geração, bem como futuros chips Rubin AI que ainda não chegaram ao mercado. Além disso, a Meta terá acesso a instalações independentes dos processadores centrais Grace e Vera, desenvolvidos pela Nvidia na arquitetura Arm Holdings.
Esses processadores centrais são projetados não apenas para complementar os chips de IA, mas também para se tornarem os principais componentes do trabalho de alto desempenho e da execução de trabalhadores inteligentes.
A Nvidia enfatiza que suas soluções são líderes em áreas como gerenciamento de dados e trabalho técnico diário, e oferecem maior eficiência energética em comparação com seus concorrentes diretos.
O anúncio do negócio ocorre no momento em que a Meta também desenvolve seus próprios chips de inteligência artificial e conversa com o Google sobre a possibilidade de usar os chips Tensor Processing Unit (TPU) da empresa.
Esta estratégia revela o compromisso da Meta em melhorar e fortalecer a infraestrutura tecnológica para IA, integrando soluções de diferentes grandes produtores.
Ian Buck, CEO do grupo de computação de alto desempenho da Nvidia, explicou que foi demonstrado que o processador Grace consome metade da energia para tarefas típicas de dados, e a próxima geração, Vera, promete ainda mais melhorias. Segundo Buck, a Meta já testou o Vera com uma carga específica e os resultados são muito promissores.
Embora a Nvidia não tenha divulgado publicamente o volume de vendas da Meta, estima-se que a empresa seja um dos quatro principais clientes, representando 61% de sua receita trimestral.

Especialistas do setor, como Moorhead, apontaram que a Nvidia pretende destacar esta aliança para demonstrar a força do seu negócio com a Meta e a crescente importância dos processadores centrais no mercado global.
Esta parceria coloca ambas as empresas na vanguarda da inteligência artificial e da computação de alto desempenho, e prevemos uma concorrência ainda mais acirrada no desenvolvimento de ferramentas avançadas para IA, tanto no data center como em aplicações emergentes.
Na competição por inteligência artificial, a Meta começou a testar seus próprios chips de IA para treinar modelos a partir do ano passado e adquiriu a startup Rivos para avançar no desenvolvimento de semicondutores convencionais.
Ao mesmo tempo, o Google fortaleceu as TPUs, por isso empresas como Anthropic, OpenAI e a própria Meta assinaram importantes acordos de nuvem para acessar essa tecnologia. A Microsoft, por sua vez, apresentou o chip Maia 200 de última geração, um passo importante após alguns atrasos no seu lançamento.
Esses avanços não abrangem apenas o design do processador. Jonathan Atkin, analista da RBC Capital Markets, observou que tanto a Microsoft como a Amazon estão a investir em fibra escura – cabos subterrâneos de fibra ótica que permanecem inativos até serem necessários – para impulsionar a sua infraestrutura.
Embora o Google e o Meta tenham seus próprios cabos, eles ainda dependem de provedores externos para ampliar sua conectividade. Esses investimentos em infraestrutura permitem que as empresas melhorem a conectividade do data center e respondam ao aumento da demanda por serviços em nuvem.















