O Ministro da Educação Nacional, Jorge Figueroa Guzmánanunciou a reformulação completa do Programa Nacional de Bolsas e Crédito Educacional (Pronabéc) depois de descrevê-lo como “decepcionante, arrependido e irresponsável” o governo que viu a cena em sua gestão.
A medida mais severa é o corte da liberdade. Eles serão entregues apenas este ano 10 mil bolsas 18metade do que a Governadora Dina Beluarte prometeu inicialmente. Segundo Figueroa, o valor anterior era uma “irresponsabilidade” política, porque nunca recebeu apoio financeiro, deixando milhares de jovens na pobreza.
A verificação solicitada Controladoria Geral da República procura tornar transparente a utilização de investimentos públicos de mais de 1.000 milhões de soles por ano. Segundo Figueroa, a falta de S/ 203 milhões destinado a dar continuidade aos estudos de quem já possui bolsa.
“Deixou mais do que esse déficit 63 mil bolsistas ano passado”, disse o chefe do Minedu.
A denúncia duvidosa da falta de atendimento do ministro é que o Pronabec supostamente financiava candidatos que não atingiam a nota mínima no exame de pré-seleção e continuava pagando alunos reprovados no mesmo curso.
Entre as deficiências identificadas, Minedu informou que, entre 2021 e 2025, 3.790 jovens perderam ou abandonaram as bolsaso que representa uma perda de bilhões de dólares em recursos utilizados sem retorno social. A reforma procura adequar o programa aos padrões internacionais de “co-responsabilidade”, onde o Estado arcará com os custos.

O ministro Figueroa garantiu que só serão aceitos aqueles que comprovarem “sucesso acadêmico”. “Queremos evitar que os peruanos continuem a financiar jovens que não têm boas competências e aprendam empregos que o país não necessita urgentemente”, sublinhou.
A situação é crítica. Enquanto o Minedu tenta “limpar” as suas instituições antes de entregá-las ao próximo governo, grupos como o Rede Nacional de Juventude (RENAJUV) Recentemente, convocaram uma manifestação em frente ao Congresso. Os estudantes queixam-se de que o orçamento aprovado mal cobre alguns 2.000 vagasnúmero que ainda está longe da nova meta de 10 mil anunciada por Figueroa.
A crise de Beca 18 Até o ano passado, conforme relatado por Último ponto Avisou que o chefe do Pronabec naquele momento, Alexandra Amesestendeu o edital para 20 mil vagas apesar de o Ministério da Economia não forneceu os 697 milhões de soles necessários. Atualmente, a situação atinge mais de 90 mil jovens que realizaram o exame em novembro considerando a vaga.
Com a proposta de alteração das regras da lei Pronabec nas mãos do Conselho de Ministros, o futuro do sistema de bolsas no Peru depende agora da corrida contra o tempo para conseguir os recursos e acalmar a indignação de milhares de famílias que vêem o acesso ao ensino superior e o seu futuro em perigo.















