Um episódio especial de “Tempestade no Capitólio: uma história oral de 6 de janeiro” mergulha profundamente nos horríveis eventos que cercaram o Capitólio dos EUA em 6 de janeiro de 2021. A narrativa, baseada em entrevistas pessoais, testemunhos e documentos judiciais, fornece um relato em primeira mão do caos que se seguiu quando manifestantes invadiram o Capitólio, protestando contra a vitória de Joeoral Biden.
A cena intensificou-se às 16h00, com um grande número de manifestantes a empurrar a barricada policial apontada para a porta central da Frente Frontal do Capitólio. Entretanto, o agente da polícia do Capitólio, Brian Sicknick, que tem sido alvo de ataques químicos, referiu-se à violência num texto enviado ao seu irmão, expressando preocupação com a possibilidade de conflito.
Quando os manifestantes entraram no Capitólio, as forças de segurança tiveram dificuldade em controlá-los. O oficial Sicknick, que esteve envolvido na batalha, revelou a intensidade do conflito na mensagem a seguir, destacando o ambiente perigoso e caótico. Outros responsáveis pela aplicação da lei partilharam esse sentimento, descrevendo os combates como implacáveis e brutais, reminiscentes da guerra medieval.
O sargento Aquilino Gonell, da Polícia do Capitólio, descreveu a batalha feroz no túnel inferior oeste, onde os oficiais lutaram bravamente para impedir o avanço dos manifestantes. Os policiais se davam as mãos, usando o corpo para manter a linha, enquanto os agitadores se enfrentavam com fogo, empurrando implacavelmente. À medida que a situação se agravava, os agentes enfrentavam ataques físicos, incluindo a remoção dos seus escudos e equipamento.
A atmosfera ficou muito desesperada. Os policiais se viram cercados, feridos e lutando para se manterem de pé sob a pressão da multidão. O detetive Phuson Nguyen relata um momento angustiante quando perdeu o controle de um desordeiro que removeu sua máscara de gás, fazendo-o sufocar. Ao mesmo tempo, o oficial Michael Fanone descreveu a terrível experiência da multidão, que capturou seu sinal e rádio, ameaçando sua vida no processo.
À medida que a violência aumentava, alguns militantes tentaram apelar à humanidade dos oficiais, insistindo que não estavam a causar danos durante o ataque. Este paradoxo extremo resumia a natureza inescapável da época, onde aqueles que estavam presos entre a violência e a insistência eram normalizados.
Num momento de desespero partilhado, os agentes pediram ajuda enquanto lutavam para conter a nova onda de ataques. Alguns membros da multidão eventualmente intervieram, permitindo que alguns policiais escapassem e se reagrupassem. A provação continuou, com médicos e colegas policiais arriscando suas vidas para salvar os feridos.
No meio deste caos, o oficial Sicknick inicialmente mostra sinais de recuperação, mas desmaia tragicamente à medida que a violência diminui. Ele foi levado às pressas para o hospital, mas morreu naquela noite. A perda do oficial Sicknick tornou-se um lembrete comovente dos sacrifícios feitos pelas autoridades naquele dia e ressaltou o verdadeiro custo humano dos acontecimentos de 6 de janeiro.
Esta história oral visa não apenas documentar a violência, mas também moldar as experiências dos manifestantes e defensores da democracia, pintando um quadro vívido de um dia que ressoará para sempre na história americana.















