Roberto Carlos Álvarez, conhecido como ‘Gerente’, enfrentará um tribunal equatoriano depois de ser considerado responsável pela morte de onze soldados durante uma operação contra a mineração ilegal em maio, conforme relatado pelos governos do Equador e dos Emirados Árabes Unidos (EAU). Segundo informações fornecidas pelo Ministério das Relações Exteriores do Equador e compiladas por diversos comunicados oficiais de ambos os países, esta extração responde ao pedido feito com o alerta vermelho da Interpol.
A confirmação da sua libertação foi tornada pública após a declaração do presidente equatoriano Daniel Noboa, que anunciou na rede social Noboa que Álvarez teve restrições à sua liberdade aplicadas após o comparecimento ao tribunal no início do mês, e destacou que a colaboração entre o Centro Nacional de Inteligência, a Polícia Nacional e as autoridades dos Emirados foi decisiva na realização da prisão e entrega. Segundo detalha a mídia, o presidente enfatizou que “Ele acreditava que era intocável porque o antigo governo o protegia, ele se enganou. O Cárcel del Encuentro está esperando por ele”.
Segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores do Equador, o pedido de prisão internacional que levou à prisão de Álvarez baseou-se em um alerta vermelho da Interpol, que permitiu a cooperação entre os dois países no processo de sua libertação. Os governos do Equador e dos Emirados Árabes Unidos emitiram um documento conjunto que garantiu que este resultado reflete a sua cooperação na proteção do Estado de direito e no fortalecimento da cooperação internacional para combater o crime organizado internacional.
Álvarez, conhecido como ‘O Gerente’, foi nomeado chefe dos Comandos de Fronteira, grupo que surgiu da ruptura das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), segundo dados fornecidos pelas autoridades equatorianas. Conforme relatado pelo presidente Noboa e confirmado por comunicado oficial, o grupo liderado por Álvarez é considerado responsável pelo ataque armado a soldados equatorianos em Alto Punino, em maio, onde os soldados realizaram uma operação destinada a combater a mineração ilegal.
A libertação de Álvarez foi anunciada oficialmente na segunda-feira, dia em que também foi detalhado que, na sequência de um julgamento realizado nos Emirados Árabes Unidos no início deste mês, o arguido tinha perdido as condições provisórias que lhe foram concedidas. Noboa tornou pública a decisão, destacando a coordenação entre os serviços de segurança e inteligência equatorianos e seus aliados dos Emirados, o que permitiu que fossem realizadas sem contratempos até a transferência para o território equatoriano.
A organização Border Commandos, sob a liderança de Álvarez, foi identificada pelas autoridades equatorianas como um braço direto das FARC, envolvido em muitos crimes, incluindo assassinatos e atividades relacionadas com a mineração ilegal. Conforme relatado pelo governo equatoriano, a divulgação desta meta de alto valor estratégico constitui um exemplo em termos de cooperação internacional e processo criminal de crimes internacionais na região. Tanto o Equador como os Emirados Árabes Unidos destacaram na sua declaração conjunta que a prisão e a libertação contribuem para fortalecer as políticas que procuram impedir a expansão das organizações criminosas.
O presidente Noboa confirmou em seu depoimento à mídia que a ação foi realizada graças à interação de diversas instituições governamentais e estrangeiras, e que a transferência de Álvarez para o Equador responde às demandas do tribunal interno e do acordo de proteção mútua. Com esta abordagem, tanto o Equador como os Emirados Árabes Unidos confirmaram a sua vontade de promover uma estratégia conjunta para combater os crimes transfronteiriços e as ameaças à estabilidade regional.















