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O escudo constitucional de José Jerí em frente ao Ministério Público: não podem atacar sua casa enquanto ele estiver no cargo.

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Ele está salvo? ele presidente interinoJosé Jerí prometeu cooperar com todas as investigações e pediu mesmo ao Procurador-Geral da República que o convocasse para explicar o seu encontro com o empresário chinês. Zhihua Yang. Contudo, a proposta do presidente tem uma grande limitação: a punição paral Tribunal Constitucional (TC)o que limita completamente o âmbito das atividades financeiras de um funcionário do governo.

Em entrevista com BEM-SUCEDIDOo advogado criminal Rolando Bazán explicou que o TC estabeleceu um regime especial de segurança para o presidente enquanto ele estiver no cargo. Esta interpretação, com base nos artigos 117 e 118 do Constituição, restringe completamente o procedimento que o Ministério de Estado.

De acordo com a ordem judicial, o Tribunal Constitucional o presidente confirmou que tem um status diferentes contra outros funcionários do governo, por isso não é mais possível ordenar medidas como apreensão ou agressão contra ele.

A proteção constitucional que impede a busca na casa de José Jerí

“O Tribunal Constitucional interpretou o artigo 117.º da Constituição e decidiu que o presidente tem um nível especial de protecção. Isto significa que o Ministério Público pode agora apenas realizar actividades especiais de investigação, como declarações presidenciais, identificação de documentos e identificação de pessoas.

Este advogado criminal lembrou que esta interpretação do Tribunal Superior da Constituição teve origem na ação movida pelo governo de Dina Bluarte contra o Tribunal e o Ministério do Interior. Este processo procurou limitar os poderes do Procurador-Geral para investigar chefes de Estado.

Bazán explicou que, nesta sentença proferida em 19 de agosto de 2024, o TC fez uma leitura restritiva do artigo 117 da Constituição e confirmou que apenas em quatro casos específicos – traição, impedimento de eleições, interferência nos trabalhos do Congresso ou dos gabinetes eleitorais – é possível uma investigação mais ampla do presidente em exercício.

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Além desses casos, a investigação deverá ficar limitada à fase preliminar e suspensa até a renúncia do presidente. Segundo Bazán, essa disposição está prevista hoje no caso de José Jerí, criando um sistema de segurança em seu trabalho que protege o presidente em questões tributárias, como fiscalização e apreensão de documentos.

A situação jurídica mudará caso a vacância presidencial ou as críticas do Conselho de Administração se concretizem, o que sugere a renúncia de José Jerí. Se assim for, perder-se-á o “halo de protecção” estabelecido pelo Tribunal Constitucional e poderão ser realizadas novas investigações.

Isto permite ao Ministério Público realizar ações mais agressivas, incluindo rusgas e detenções, embora esteja sempre num processo especial contra altos funcionários previsto no artigo 99.º da Constituição. Contudo, enquanto estiver em funções, o Ministério de Estado deverá seguir rigorosamente as instruções definidas pelo TC.

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Bazán também explicou que esta proteção não se estende a terceiros associados à suposta corrupção. Funcionários não presidenciais e pessoas físicas ou jurídicas – como Zhihua Yang, um empresário chinês – podem ser investigados “com todo o escopo do caso”.



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