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O francês de 104 anos, aposentado há mais de meio século: “Tenho muita sorte”

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Protestos em França contra o aumento da idade de reforma. (Stephanie Lecocq/Reuters)

Em Ney, uma cidade com apenas 200 habitantes no leste de Françatodo mundo conhece Paul Petit, que aos 104 anos é um dos moradores mais velhos de seu país, já que está aposentado há mais de meio século. Atualmente o Tempos Financeiros logo após identificar a França como um país onde os reformados vivem melhor e ganham mais do que os trabalhadores – com dados negados pelas autoridades – voltou a ser notícia.

Mas ele, segundo reportagem do jornal Le Progrès, ignora qualquer polêmica e se recusa a ser um sinal de saúde dos aposentados (ou um argumento para quem defende o adiamento). idade de aposentadoria na França). Aos 104 anos, este ex-trabalhador das forjas de Champagnole continua a viver sozinho, hábito que mantém de forma consistente há mais de meio século.

Petit resumiu sua vida em uma palavra: sorte. “É preciso muita sorte para ter mais de 100 anos. Já tive, só isso.” Ele evitou a morte muitas vezes. Na Segunda Guerra Mundialsobreviveu milagrosamente. “Em 1942, estávamos morrendo de fome e, felizmente, pudemos trabalhar na horta. Isso realmente tirou minha vontade de comer espinafre”, disse ele à mídia francesa. Em 15 de agosto de 1944, ele quase escapou de uma bala da SS. E depois passou por um campo de trabalhos forçados: “Perdi 25 quilos em três meses. Fomos libertados pelos americanos, que nos salvaram bem. Prometeram-nos uma cruz de guerra, mas não recebemos nada”.

Estudos mostram que isso está acontecendo porque a expectativa de vida está aumentando

Após a guerra, Petit reconstruiu sua vida. Casou-se, criou dois filhos e estabeleceu-se primeiro em Champagnole e depois em Ney, buscando sustentar a família. Ele passou décadas trabalhando até sua morte em 1975 demitido por apenas cinco meses antes de atingir a idade da reforma. “Lá também tive sorte. Consegui cuidar da lavanderia e chegar a tempo de receber minha pensão.”

Seu cotidiano surpreende seus vizinhos. Ela prepara as refeições e cuida da casa, se diverte montando quebra-cabeças e toda semana cumpre o hábito de ir ao mercado com os filhos. Quem o conhece destaca sua resiliência diante das adversidades. Em 1995, um ataque cardíaco quase o matoumas a intervenção do filho foi decisiva: “Ele me salvou. Ele me encontrou e me deu um balde de água fria. Causou um choque elétrico, salvou minha vida e lá estava eu, com muita sorte”.

Seu trabalho e trabalho pessoal fizeram dele uma figura respeitada em toda a comunidade. A cidade já o homenageou diversas vezes, como na comemoração de seus 100 anos e nas frequentes visitas do prefeito e de seus vizinhos, que veem nele o símbolo da independência e da perseverança. Petit reiterou que teve “muita sorte”.



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