O ministro dos Negócios Estrangeiros, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, afirmou que os obstáculos impostos pelo Governo israelita a mais de trinta ONG internacionais que desenvolvem o seu trabalho em Gaza são “inaceitáveis”, alertando que a situação humanitária é “catastrófica”.
O anúncio foi feito após uma conversa telefónica com o primeiro-ministro palestiniano, Mohamad Mustafa, na sexta-feira, que revelou numa mensagem nas redes sociais.
“A situação humanitária em Gaza é perigosa”, sublinhou o ministro, cujas “barreiras às ONG são inaceitáveis e agravam a situação”. Na verdade, Israel revogou as autorizações de trabalho de 37 organizações de artesãos, incluindo Médicos Sem Fronteiras e Oxfam.
Da mesma forma, Albares defendeu que tanto a agência da ONU para os refugiados palestinianos (UNRWA) como outras agências da ONU “devem ser capazes de operar livremente em Gaza e na Cisjordânia”.
Por outro lado, o ministro disse a Mustafa que “Espanha continuará a trabalhar com a Autoridade Palestiniana para manter a sua viabilidade financeira e o seu plano de reformas” e participar na “reconstrução para que os habitantes de Gaza tenham um futuro nas suas terras”.
Além disso, afirmou que “os impostos retidos por Israel devem ser entregues” à Autoridade Palestiniana e sublinhou que “a expansão dos colonatos” na Cisjordânia deve ser interrompida.















