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O jornalista de TV Raúl Benoit morreu aos 65 anos após complicações de saúde.

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Morreu Raúl Benoit, jornalista e escritor conhecido por seu trabalho investigativo e condenação ao tráfico de drogas – crédito @raulbenoit/ Instagram

O jornalista e escritor Raúl Benoit, líder do jornalismo televisivo de língua espanhola, morreu na sexta-feira, 30 de janeiro, aos 65 anos, em Miami.

A notícia foi confirmada por seu filho Felipe Benoit, que relatou que seu pai morreu pacificamente, cercado pela família, após complicações de um acidente vascular cerebral e do mal de Parkinson.

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Benoit, nascido em Cali, Colômbia, colocou-se no centro do jornalismo investigativo e da condenação de questões delicadas na América Latina, especialmente o tráfico de drogas. Após o exílio, Benoit morou vários anos nos Estados Unidos, quando recebeu ameaças por seu jornalismo.

Seu filho o contatou nas redes sociais: “Hoje, 30 de janeiro de 2026, nos despedimos de meu pai, o jornalista colombiano Raúl Benoit. Ele faleceu em paz, rodeado de amor, após um acidente vascular cerebral e mal de Parkinson. Ele estará sempre em nossos corações”.

Raúl Benoit, jornalista e escritor,
O jornalista e escritor Raúl Benoit morreu aos 65 anos em Miami, após uma carreira dedicada ao jornalismo televisivo em língua espanhola – crédito @ raulbenoit/ Instagram

Benoit sofreu um derrame em 2015 na Flórida, episódio que marcou uma grande virada em sua vida e carreira. O próprio repórter descreveu as consequências do incidente, que incluiu coma prolongado, deficiência motora e o aparecimento da doença de Parkinson. “Tive um acidente vascular cerebral que quase me matou. Foi um ataque que durou quase três meses, eu era como uma entidade. Não conseguia falar. Não conseguia entender nada. Parecia um vegetal”, partilhou na rede social.

A carreira de Raúl Benoit na mídia na Colômbia, no México e nos Estados Unidos já dura mais de cinco décadas.

Iniciou a carreira no jornalismo aos 13 anos, primeiro como associado e depois como coordenador da seção Juventude do jornal. O país de Cali. Logo depois apresentou e dirigiu um programa Rádio Caracol, Fundou revistas e jornais escolares e universitários e tornou-se repórter de televisão. Hoje por hoje e das notícias Sete dias ao redor do mundo da Televisão Globo.

A obra de Raúl Benoit
A carreira de Raúl Benoit se estende por mais de cinco décadas e o levou a trabalhar na mídia na Colômbia, no México e nos Estados Unidos – crédito @raulbenoit/ Instagram

Na década de 1980, Benoit tornou-se embaixador da agência Colprensa e colaborador da revista Cromos. Seu avanço internacional aconteceu após sua chegada Univisãoque fez parte da equipe de pesquisa do programa Aqui y Ahora, que o consolidou como referência do jornalismo hispânico nos Estados Unidos. Durante sua passagem pela área, discutiu temas perigosos, como a penetração do tráfico de drogas na política e a colaboração entre grupos armados ilegais e o crime organizado colombiano. Ele foi pioneiro ao denunciar a penetração dos cartéis de drogas nos círculos políticos e ao demonstrar a colaboração entre o tráfico de drogas e vários atores armados.

A investigação de Benoit sobre o tráfico de drogas na Colômbia o leva a enfrentar ameaças, ataques e até sequestros ordenados por Pablo Escobar, chefe do Cartel de Medellín. Após uma tentativa de assassinato e a morte de seu guarda-costas em 2000, o jornalista teve que deixar a Colômbia e se estabelecer no exterior para garantir a sua segurança e a de sua família.

A vida de Raúl Benoit também se caracterizou por uma adaptação constante face às adversidades. Em 2015, após sofrer um derrame, foi levado às pressas para um hospital na Flórida, onde permaneceu em coma. Embora os médicos não esperassem que ele sobrevivesse, Benoit conseguiu uma recuperação parcial e, em 2019, continuou a comunicar com os seus seguidores através das redes sociais, partilhando detalhes sobre o seu processo e as suas reflexões sobre a vida após a doença.

O jornalista contou a história
O jornalista contou as consequências do acidente vascular cerebral em 2015, episódio que incluiu perda prolongada de memória e marcou o declínio de sua saúde – crédito @raulbenoit/ Instagram

Em 2020, foi diagnosticado com doença de Parkinson e também enfrentou a COVID-19, o que intensificou seus desafios de saúde. “Depois foi evoluindo gradativamente. Já se passaram 10 anos desde que tive um infarto cerebral. É uma pena não ter podido continuar meu trabalho como jornalista”, escreveu o jornalista, que sentiu o impacto dessas condições no seu dia a dia.

O legado de Benoit se reflete em seu trabalho como jornalista, jornalista e autor de diversos livros. Seu trabalho lhe rendeu o Prêmio Nacional de Jornalismo Simón Bolívar em 1987, em reconhecimento às suas investigações sobre o tráfico de drogas e a violência na Colômbia. A biografia do jornalista, publicada em uma de suas obras, destaca sua origem franco-colombiana, sua primeira vocação na informação e sua passagem por rádio, jornais e televisão, sempre com foco em temas de interesse público e nos perigos dos desastres.



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