O Ministério do Interior confirmou a introdução daqueles que foram punidos Caso Saweto na lista dos “Mais Procurados”.uma decisão há muito exigida pelas famílias das vítimas e pelas organizações indígenas. No entanto, até agora Os nomes dos responsáveis ainda não foram divulgados. no site oficial do Programa de Recompensas, detalhes que focam a atenção na efetiva implementação das condições.
Na quinta-feira, 5 de janeiro, o Ministério do Interior informou que aceitou o pedido de inclusão dele José Carlos Strada Huayta, Hugo Soria Flores, Josimar Atachi e segundo Atachi —punido por matar líderes Ashéninka em Saweto—na lista de “O Mais Procurado”.
A decisão foi tomada oficialmente no auto de número 000002-2026-COMOPPOL-DIRNIC-SEC-OFIREC/PNP, que é classificado como crime contra a vida, o corpo e a saúde na forma de homicídio qualificado, considerado muito perigoso, conforme o Decreto nº 1.180, que regulamenta o Programa de Recompensa.

No entanto, Ao final desta nota, os punidos ainda não apareciam no site oficial do Ministério do Interior.onde a lista dos mais procurados é distribuída por todo o país.
A medida representa um grande avanço no caso Saweto, um dos piores casos de violência do país contra povos indígenas e ambientalistas. Mais do que onze anos após o assassinato dos líderes Ashéninka Edwin Chota, Jorge Ríos, Francisco Pinedo e Leôncio Quintisimaos responsáveis ficam ocultos, mesmo que haja punição final.
Ao longo dos anos, os enlutados, organizações indígenas e defensores dos direitos humanos alertaram que a não implementação da sentença agravou a situação. imunidade e a falta de proteção dos povos indígenas contra atividades ilegais, como a extração ilegal de madeira na Amazônia.
De Associação Internacional para o Desenvolvimento das Florestas Peruanas (AIDESEP)vice-presidente Miguel Guimarães Apreciou a decisão do Executivo, embora tenha sublinhado que apenas resultados concretos se revelam na verdade.
“Esta medida traz de volta um pouco de esperança às famílias e aos indígenas. Há muitos anos exigimos que a punição não fique no papel. A inclusão na lista dos mais procurados é um passo necessário para se ter a verdade e saber onde estão os responsáveis”, afirmou.

A equipe jurídica envolvida no caso destacou que a inclusão no Programa de Recompensas é fundamental para a execução da pena. Rocío Trujilloconsultor jurídico no caso Saweto, sublinhou que a ausência dos condenados na plataforma pública comprova a necessidade de uma fiscalização activa.
“Não se pode falar de constitucionalidade da lei quando não são aplicadas punições rigorosas. A inclusão dos condenados no Programa Nacional de Recompensas é fundamental para prosseguir com a sua prisão e fechar o ciclo de impunidade que é inaceitável”, afirmou.

O Caso Saweto é considerado um dos símbolos da violência contra os povos indígenas e ambientalistas no Peru e mostra a vulnerabilidade das comunidades que defendem seus territórios contra a economia ilegal.
Em janeiro deste ano, o Coordenador Nacional de Direitos Humanos deu reconhecimento a viúva e filha do líder Ashéninkaem homenagem aos 11 anos de resistência e luta por justiça. Durante este evento, Ergilia Rengifoviúva de um dos líderes assassinados, reiterou o pedido para que o Estado garanta a justiça e respeite os direitos da família e da comunidade.

Da mesma forma, as organizações indígenas sublinharam que, mesmo que a decisão do Ministério do Interior avance, a justiça só será alcançada quando os responsáveis forem presos. Da mesma forma, enfatizaram a necessidade de fortalecer a coordenação entre o Ministério da Justiça e Direitos Humanos, através do Mecanismo Intersetorial de Proteção aos Defensores, a Polícia Nacional do Peru e a Delegacia de Polícia de Putaya, para garantir a proteção das mulheres vítimas, famílias e famílias. Comunidade indígena Alto Tamaya Saweto.
“Esperamos que esta decisão se traduza em ações rápidas e resultados concretos. A dívida do Estado para com Saweto não será liquidada até que os responsáveis sejam presos”, destacou Trujillo.















