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O negociador iraniano Qalibaf chegou a Islamabad por causa da “total desconfiança” dos Estados Unidos

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Islamabad, 11 abr (EFE).- O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, anunciou à sua chegada a Islamabad que a sua delegação mantém “boa vontade” para negociar, embora tenha sublinhado a sua total desconfiança nos Estados Unidos.

“Temos boa vontade, mas não confiamos nos Estados Unidos por causa dos acontecimentos das últimas conversações”, disse Ghalibaf quando desembarcou na capital do Paquistão como chefe da delegação que irá negociar com o lado norte-americano liderado por JD Vance este sábado.

A liderança do Senado iraniano condenou que a experiência anterior com Washington foi “marcada pelo fracasso e pelo incumprimento de compromissos”, e garantiu que atacou duas vezes a meio da consulta.

“Em menos de um ano e no meio das negociações, apesar da boa vontade do lado iraniano, fomos atacados e muitos crimes de guerra foram cometidos”, disse ele à mídia estatal iraniana.

A delegação iraniana, que segundo a mídia iraniana Tasnim inclui 71 pessoas, inclui o ministro das Relações Exteriores, Abas Araqchí, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, general Ali Akbar Ahmadian, e o governador do Banco Central, Abdolnaser Hemmati.

“Se o lado americano estiver pronto para fazer um acordo honesto e reconhecer os direitos do povo iraniano, também encontrará vontade da nossa parte (…) Mas se pretendem usar as negociações para fazer espectáculos sem sentido e levar a cabo acções enganosas, estamos prontos para fazer valer os nossos direitos”, disse Qalibaf.

Imagens publicadas no canal Araqchí Telegram mostravam o interior do avião oficial, onde vários assentos estavam ocupados com mochilas escolares e fotos das 168 crianças que, segundo Teerã, foram mortas no bombardeio norte-americano contra uma escola em Minab no início da guerra.

A delegação dos EUA, que chegou horas depois a Islamabad, inclui o enviado especial Steve Witkoff e o conselheiro Jared Kushner.

Ambos os lados vão para a “Zona Vermelha” militar, iniciando o diálogo. EFE

(foto) (vídeo)



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