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O número de desempregados aumentou 3.584 em fevereiro, o maior aumento para este mês desde 2021, devido ao desemprego juvenil.

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O desemprego entre os jovens com menos de 25 anos aumentou significativamente durante o mês de fevereiro, com 8.516 desempregados nesta faixa etária, o que representa um aumento de 4,7% face a janeiro. Conforme noticiado pelo Ministério do Trabalho e Economia Social e divulgado pela comunicação social, o desemprego aumentou 3.584 em Fevereiro face ao mês anterior, valor que representa o maior aumento neste mês desde 2021 e indica a convergência de tendências ascendentes entre os jovens e o sector dos serviços.

Segundo o balanço divulgado pelo ministério, o número de desempregados atingiu 2.442.646, o mais baixo em Fevereiro desde 2008, apesar da recuperação verificada no segundo mês do ano. O aumento do desemprego deste ano foi o maior em fevereiro desde 2021, ano em que o serviço de emprego adicionou mais de 44.400 novos trabalhadores desempregados. A informação recolhida pelo Ministério do Trabalho e Economia Social indica que, nos dois anos anteriores, o desemprego diminuiu em Fevereiro: em 2025 haverá uma diminuição de 5.994 pessoas e em 2024 será de 7.452. Em 2023, o desemprego aumentou 2.618 e em 2022 diminuiu 11.394. Desde o início da mesma série de dados em 1996, o desemprego aumentou catorze vezes em Fevereiro e diminuiu dezassete vezes. O maior aumento ocorreu em 2009, com 154 mil pessoas, e a maior diminuição foi em 1998, com uma diminuição de 23.843.

A informação detalha que o desenvolvimento do sector mostra um aumento notável no grupo denominado “anteriormente desempregados”, onde se juntaram aos desempregados mais 6.263 pessoas, grupo constituído maioritariamente por jovens à procura do primeiro emprego. O setor de serviços também registrou um aumento de 1.158 desempregados. Em contrapartida, a construção registou uma diminuição de 2.140 desempregados, a indústria diminuiu 1.122 e a agricultura diminuiu 575.

Relativamente ao género, o Ministério do Trabalho e Economia Social informou que as mulheres desempregadas somaram 4.130 novas mulheres desempregadas face a janeiro, enquanto os homens desempregados diminuíram 546 homens. O número total de mulheres desempregadas atingiu 1.473.413, atingindo o nível mais elevado num mês de Fevereiro desde 2008. O número de homens desempregados atingiu 969.233.

O aumento do desemprego teve casos diferentes do setor privado. O ministério informou que o aumento concentrou-se principalmente na Comunidade de Madrid, com 3.694 desempregados, Catalunha 2.039, e Castela-La Mancha que aumentou 1.070. Entre as comunidades onde o desemprego diminuiu, a Andaluzia lidera com menos 2.629 desempregados, seguida do País Basco (-1.146) e da Comunidade Valenciana (-1.102). Em termos territoriais, Cádiz registou a maior diminuição, com menos 889 pessoas, enquanto o maior aumento, depois de Madrid, ocorreu em Barcelona (+2.018) e Saragoça (+604).

O grupo dos estrangeiros também registou um aumento do desemprego, com mais 4.866 desempregados face a janeiro, o que representa um aumento de 1,4%. O número total de imigrantes desempregados atingiu 348.559, número que mostra menos 14.189 desempregados do que há um ano, uma diminuição de 3,9% ao ano.

Em relação aos contratos, foram assinados 1.118.996 durante o mês de fevereiro, superando 1,9% em relação ao mês de 2025. Destes, foram alcançados 494.001 contratos indefinidos, o que representa 44,1% do total, superior ao de janeiro. Entre os contratos permanentes, existiam 229.651 contratos a tempo inteiro, 133.764 contratos não contínuos e 130.586 contratos a tempo parcial. O restante, 624.995 contratos, são temporários, o que equivale a 55,8% do total. Segundo o relatório do ministério, os números arrecadados no primeiro bimestre de 2026 atingiram 2,28 milhões de contratos, uma queda de 1,3% em relação ao mesmo período de 2025.

Relativamente ao subsídio de desemprego, as despesas registadas no mês de janeiro de 2026 ascendem a 2.268,3 milhões de euros, ou seja, aumentaram 2,4% face ao mês do ano passado. O rendimento médio mensal por beneficiário foi de 1.574,7 euros, excluindo os subsídios agrícolas na Andaluzia e na Extremadura, que aumentaram 25,6%. O valor médio fixou-se em 1.040,4 euros, mais 20,6 euros que no ano passado. O número total de beneficiários atingiu 1.871.811, um aumento de 3,5% em relação ao ano anterior. A taxa de desemprego foi fixada em 81,9% em janeiro, a maior registrada para aquele mês na série histórica, segundo o ministério. Os dados sobre benefícios são sempre comparados com o mês anterior ao relatório de desemprego, razão pela qual o relatório publicado inclui o número de desemprego de fevereiro e a taxa de benefícios de janeiro.

Em termos de desemprego ajustado sazonalmente, o Ministério reportou uma diminuição de 3.718 pessoas durante o mês de Fevereiro. Olhando para a evolução anual, o número de desempregados diminuiu 150.803, menos 5,8%, e diminuíram 89.541 mulheres (menos 4,7%) e 61.262 homens (menos 5,9%).

Quanto aos jovens com menos de 25 anos, embora o número de desempregados tenha aumentado durante o mês de Fevereiro, o número total de desempregados deste grupo encontra-se num mínimo histórico para o mês de Fevereiro: 189.408. Esta situação marca uma diferença na dinâmica tradicional do mercado de trabalho nesta faixa etária e contribui para a recuperação do rendimento verificado este ano, como sublinha o Ministério do Trabalho e Economia Social.

A análise da evolução histórica do desemprego mostra uma alternância de crescimento e queda em Fevereiro, com o maior aumento a ocorrer em 2009 e a maior diminuição em 1998, fenómeno relacionado com a situação económica de cada período, segundo o ministério.



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