O presidente dos EUA, Donald Trump, expressou otimismo na segunda-feira sobre a possibilidade de resolver o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, dizendo que um acordo de paz está “mais próximo do que nunca”. Os seus comentários coincidiram com conversações do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em Berlim, onde se reuniu com líderes europeus para explorar formas de acabar com o conflito.
Durante estas discussões, os líderes europeus propuseram a criação de uma “força internacional” para fazer cumprir qualquer acordo de paz. A proposta faz parte de uma discussão mais ampla sobre “fortes garantias de segurança” destinadas a garantir o cumprimento por parte da Rússia, que invadiu a Ucrânia em 2022.
Zelensky caracterizou as negociações com os enviados dos EUA como desafiadoras mas produtivas, indicando que resultaram em progressos tangíveis, apesar das dificuldades. “Essas conversas nem sempre são fáceis, sou honesto com você. Mas foi uma conversa produtiva, com muitos detalhes, muitos”, observou ele após se reunir com figuras-chave, incluindo Jared Kushner e o enviado especial Steve Witkoff.
Trump, reflectindo sobre as suas conversas com Zelensky e outros líderes da Grã-Bretanha, França, Alemanha e NATO, elogiou a duração e profundidade dessas conversas, sugerindo uma mudança na dinâmica do conflito em curso. O seu optimismo ecoou nas discussões diplomáticas enquanto os líderes em Berlim trabalhavam juntos numa solução a longo prazo.
O chanceler alemão Friedrich Merz ecoou esses sentimentos, dizendo que as conversações abriram “uma oportunidade para um processo de paz”. Reconheceu também a importância das principais garantias de segurança dos Estados Unidos nestes esforços.
Numa declaração conjunta emitida pelos líderes europeus – incluindo os da Grã-Bretanha, França e Alemanha – foi confirmado que os militares ucranianos deveriam continuar a receber apoio, mantendo uma força de 800.000 soldados em tempos de paz. Além disso, a declaração delineava planos para a “monitorização e verificação do cessar-fogo” liderada pelos EUA, concebidos para detectar violações e fornecer alertas precoces sobre possíveis ataques futuros.
Embora os esforços diplomáticos prossigam, tanto os desafios como as oportunidades para a paz continuam a ser o foco dos líderes que participam no diálogo que visa pôr fim à guerra brutal que assola a Ucrânia desde o início da invasão.















