Nova Deli, 7 março (EFE). – O governo do Sri Lanka garantiu este sábado que tratará os marinheiros iranianos resgatados após o naufrágio do submarino da Marinha dos EUA ao abrigo do direito internacional, apesar dos relatos de pressão de Washington para impedir o seu repatriamento.
“Penso que temos de seguir a CNUDM, que é o direito internacional (…) se pudermos restaurar o direito internacional, poderemos enfrentar todos os desafios como país”, disse a Ministra dos Negócios Estrangeiros do Sri Lanka, Vijitha Herath, durante o seu discurso no fórum Raisina Dialogue, em Nova Deli.
A ilha guarda 32 pessoas e 48 corpos da fragata iraniana IRIS Dena, que naufragou na última quarta-feira na costa sul do Sri Lanka após ser atingida por um torpedo norte-americano.
A crise começou na última quarta-feira, quando o IRIS Dena foi atingido por um torpedo enviado por um submarino americano ao largo da costa sul da ilha.
O ataque, que o Irão descreveu como uma agressão em águas neutras, resultou no naufrágio do navio e num resgate massivo por parte da marinha do Sri Lanka.
Segundo este ministro, a resposta do seu país é completamente “humanitária”, embora tenha evitado dar um “sim” ou “não” firme ao repatriamento dos militares.
Além do naufrágio Dena, o Sri Lanka mantém a presença de um segundo navio de guerra, o IRIS Bushehr, que solicitou abrigo após reportar falha de motor um dia após o ataque à sua fragata irmã.
Para proteger a neutralidade do seu principal porto e evitar conflitos na capital, o Governo transferiu o Bushehr e os seus 219 tripulantes para a base naval de Trincomalee, no nordeste.
“Tomamos todas as medidas de acordo com o direito internacional e acredito que não precisamos de apoiar nenhuma parte”, disse Herath, destacando o delicado equilíbrio que Colombo está a tentar manter.















