O Supremo Tribunal de Justiça condenou Bibiana Rosa Orozco Bonilla, ex-procuradora de direitos humanos, por crimes graves de ocupação. A sentença impôs pena de 54 meses de prisão, multa e 90 meses de inabilitação para cargos públicos, além da perda do cargo de procurador.
O incidente começou em 25 de maio de 2000 em Bogotá, quando a jornalista Jineth Bedoya Lima foi sequestrada e torturada. Como 49º Procurador de Direitos Humanos, Orozco Bonilla foi o responsável pela investigação.
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Durante o processo, Alejandro Cárdenas Orozco, vulgo JJ, admitiu inicialmente o seu envolvimento nos crimes durante um processo no Tribunal de Justiça e Paz, mas posteriormente retratou-se. Apesar desta confissão, Orozco Bonilla ordenou a sua libertação e interrompeu a investigação criminal, decisão considerada pelo Tribunal como contrária à lei.
“Condenar, em primeiro lugar, no segundo caso, BIBIANA ROSA OROZO BONILLA, pela prática do crime de Prevaricação por ação violenta, como autora”, dizia a carta.
Segundo a Câmara de Cassação Criminal, o ex-procurador impôs uma medida cautelar contra Cárdenas, mas em 28 de maio de 2015 essa decisão foi anulada e ele foi libertado. Ele também ordenou que os acusados fossem apoiados por todos os crimes imputados, incluindo sequestro e tortura.
O Tribunal indicou que as ações do ex-procurador excluíram a avaliação conjunta do indivíduo e das provas disponíveis e ignoraram a veracidade do depoimento da vítima e as contradições e interesses do depoimento da defesa do arguido.
BIBIANA ROSA OROZCO BONILLA foi condenada a cinquenta e quatro (54) meses de prisão, multa de 75 smlmv e inabilitação para o exercício de direitos e deveres públicos por 90 meses. Será um grande castigo”, dizia o documento.
A decisão, assinada pelo juiz Diego Corredor, enfatizou que as novas provas anteriormente solicitadas pelo Ministério Público não distorceram os fatos dos acusados. O tribunal rejeitou a hipótese de erro judicial ou simples desconhecimento, confirmando que Orozco Bonilla tinha a formação e experiência necessárias para analisar as provas e decidir sobre a prevenção e cancelamento de medidas cautelares.
No acórdão, o Supremo Tribunal salientou que o responsável foi avisado pelo investigador judicial e pelo representante do Ministério do Interior. a falta de evidências concretas e a necessidade de utilizar todos os métodos antes de tomar decisões tão importantes.
No entanto, decidiu evitar a análise da dignidade da vítima e retirou o exame integral das provas, o que a Câmara considerou como uma ação consciente e voluntária que confirma a intenção de cometer um crime, o que é obrigatório no crime do crime do ato.
A decisão do tribunal destacou que as ações anteriores do procurador não só resultaram na libertação ilegal dos arguidos num caso que era famoso no país, mas também reduziram a confiança dos cidadãos na administração da justiça e representaram um declínio no trabalho judicial do Ministério Público.
A Corte observou que este tipo de decisão tem um impacto significativo no sistema de garantia e proteção dos direitos humanos, especialmente no âmbito dos crimes cometidos contra jornalistas.
A pena aplicada é a máxima dentro do limite mínimo, considerando a gravidade do dano causado e a importância do caso. A sentença também impõe a perda do cargo de Orozco Bonilla e nega os benefícios da suspensão condicional ou da prisão domiciliar, conforme regras sobre crimes dolosos contra a administração pública.
O Supremo Tribunal concluiu que a detenção ilegal e a libertação de um dos principais arguidos no caso Bedoya violou as normas legais, causou danos irreversíveis ao processo e teve um impacto negativo na imagem institucional do sistema de justiça colombiano.















