O Ocean Mariner, sob bandeira da Libéria, deixou a Colômbia no início de fevereiro de 2026 com combustível, e foi apreendido pela Guarda Costeira dos EUA após um alerta sobre um possível desvio ilegal para Cuba.
Este episódio desencadeou uma investigação federal que examina não apenas o cumprimento das sanções dos EUA na ilha; TAMBÉM refere-se ao contrabando de diesel apoiado em dinheiro, numa atividade que vale mais de 6,9 milhões de dólares, mais de 25 bilhões de pesos colombianos.
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Embora as autoridades e a mídia afirmem que a transação foi legal, documentos oficiais indicavam que o destino era a República Dominicana, mas o cargueiro mudou de rumo após o incidente e acabou descarregando o petróleo nas Bahamas, onde foi vendido ao Trafigura Group PTE Ltda., noticiou o jornal. A hora.
Até o momento, três empresas conhecidas participaram da transação: ISM Ingeniería Servicios, Montaje, Estaciones de Servicios SAS (vendedor), Monarch Security Latin America Inc. (intermediário) e Trafigura Group (comprador). Uma quarta empresa pode estar envolvida, mas o seu nome ainda não foi anunciado.
Pelo exposto, participaram no processo a Direcção Nacional de Impostos e Alfândegas (Dian), a Polícia Tributária e Aduaneira (Polfa) e um funcionário da Ecopetrol, embora o navio já tivesse levantado suspeitas em Washington ao trazer ajuda humanitária do México para Cuba, uma acção que contraria o alerta dos Estados Unidos, acrescentaram os meios de comunicação locais.
O grande aviso veio de um alto funcionário do Departamento de Segurança Interna dos EUA, que informou Dian sobre a possibilidade de a carga ser contrabandeada de diesel e não de petróleo – combustível utilizado para geração de energia e máquinas pesadas – como anunciado oficialmente.
Esta suspeita faz parte de um documento secreto que o FBI está investigando no âmbito de atividades de monitoramento que podem contornar as sanções impostas durante a administração de Donald Trump a Cuba.
Diante da polêmica, o nome de Felipe de la Vega Vergara surgiu como mediador da ação.
De la Vega, segundo jornais colombianos, de atores com conhecimento direto da transação, é um conhecido comerciante no setor de hidrocarbonetos.
As especulações sobre sua intervenção começaram com seu relacionamento anterior com a empresa Trenaco SAS, onde apareceu Carlos Gutiérrez Robayo – cunhado do presidente Gustavo Petro.
Esta rede ficou famosa em 2016, quando Álex Saab deixou claro o seu interesse pela Trenaco.enquanto os Estados Unidos já investigaram Saab como acusado de ser uma fachada para Nicolás Maduro Moros.
Questionado pela mídia colombiana, De la Vega negou sua relação com o suposto vendedor: “Não sei quem ele é nem por que me mencionam. Como disse, não fiz esta venda e não ofereci este produto a outras empresas ou compradores”, disse.
O empresário admitiu ser mediador do movimento Conquista Internacional na Colômbia e definiu: “Não exporto nem importo, ofereço potenciais compradores ou vendedores a diversas empresas do setor, tanto na Colômbia como internacionalmente. E assessoro em problemas materiais. É com muitas empresas. Não trabalhei com países ou produtos sancionados”.
Em relação a Gutiérrez Robayo, o vendedor disse que não mantinham contato há onze anos.















