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Os Estados Unidos saúdam a designação pela União Europeia do Corpo da Guarda Revolucionária Iraniana como organização terrorista

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De acordo com a informação fornecida pelo Departamento de Estado dos EUA em farsi na rede social, a decisão da União Europeia de classificar a Guarda Revolucionária Iraniana como uma organização terrorista representa um grande passo em frente no fortalecimento da pressão internacional sobre Teerão e na promoção da responsabilização pelas suas ações a nível nacional e internacional. Conforme relatado pelos meios de comunicação que cobriram o anúncio, esta medida faz parte de um esforço multifacetado para combater as atividades dos militares iranianos e das suas forças no exterior.

A União Europeia, através da sua Alta Representante para a Política Externa, Kaja Kallas, anunciou recentemente esta decisão, declarando oficialmente os Guardas Revolucionários, considerando o pilar ideológico do exército iraniano como um grupo terrorista. Segundo os Estados Unidos, a nomeação responde tanto ao papel deste grupo militar na cena internacional como às ações repressivas que, durante várias semanas, têm sido levadas a cabo pelas autoridades iranianas contra os protestos no país. Tal como detalhado num comunicado do Departamento de Estado citado pelos meios de comunicação social, o governo dos EUA considera a Guarda Revolucionária “uma importante ferramenta da República Islâmica de terrorismo dentro e fora do Irão”, razão pela qual Washington fez a mesma designação em 2019.

A mídia noticiou que a resposta europeia ocorreu após várias semanas de protestos no Irã, onde os protestos, segundo clérigos iranianos, faziam parte de uma operação de sabotagem dita pelos Estados Unidos e Israel. Washington, numa declaração oficial, afirma que a designação dos Guardas Revolucionários como organização terrorista “reforça os esforços internacionais para responsabilizar o regime iraniano e combater as suas atividades subversivas, tanto dentro como fora do país”. Esta posição destaca o consenso transatlântico relativamente às ações de Teerão na região e indica a importância da cooperação entre os aliados ocidentais.

Numa declaração traduzida para farsi, o Departamento de Estado dos EUA destaca o papel da Guarda Revolucionária na promoção e financiamento de actividades relacionadas com o terrorismo, tanto a nível interno como no estrangeiro. Esta organização, segundo a avaliação de Washington, é o principal mecanismo através do qual a República Islâmica realiza actividades que contribuem para a instabilidade no Médio Oriente, incluindo o apoio a actores não estatais e movimentos armados em vários países.

Uma declaração semelhante das autoridades europeias, divulgada apenas pelos meios de comunicação social, responde ao reforço da política de sanções e restrições após constantes relatos de ações repressivas do aparelho estatal iraniano contra os protestos populares. Estes protestos, que receberam ampla cobertura mediática, fizeram com que os Estados Unidos e a União Europeia aumentassem a pressão diplomática e implementassem medidas destinadas a limitar o espaço internacional para as ações dos Guardas Revolucionários.

O artigo recolhido pelos meios de comunicação cita a posição oficial de Washington, que declarou o ramo militar iraniano como uma organização terrorista em 2019, destacando o seu importante papel no planeamento, financiamento e execução de ações consideradas terroristas pelo governo dos EUA e seus aliados. Esta capacidade levou à imposição de uma série de restrições económicas e diplomáticas destinadas a limitar a capacidade operacional e financeira dos militares.

Por último, os meios de comunicação salientaram que a posição dos Estados Unidos e da União Europeia procura aumentar a pressão global sobre as autoridades iranianas e influenciará as ações futuras do governo de Teerão em termos de políticas internas e externas. Tal como mencionado anteriormente, a nomeação destina-se a enviar uma mensagem à comunidade internacional sobre a disponibilidade para coordenar esforços e responder em conjunto a ações que os governos ocidentais considerem perturbadoras.



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