O presidente Gustavo Petro falou publicamente sobre a polêmica em torno do novo modelo de emissão de passaportes da Colômbia, depois que a Procuradoria-Geral da República solicitou a suspensão de vários elementos do acordo.
Através do seu relato em X, o presidente defendeu a implementação do esquema e Ele questionou a atuação do advogado, em meio ao debate sobre a viabilidade jurídica, técnica e financeira do projeto..
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As discussões são realizadas na área de acesso ao novo sistema a partir de 1º de abril de 2026, que propõe mudanças estruturais na produção desses documentos. O governo nacional procura transferir o controlo total do procedimento para a Imprensa Nacional, com o apoio da Casa da Moeda portuguesa na transferência de tecnologia, enquanto o órgão de fiscalização tem alertado para possíveis inconsistências na sua implementação.
“Já temos o novo passaporte emitido e o acordo está a ser executado com a organização internacional Casa de la Moneda de Portugal com o apoio dos governos português e francês. É o melhor do mundo“, disse o presidente Petro em seu comunicado.
Notificação e disputas contratuais

No seu comunicado, o chefe de Estado apontou ainda a empresa Thomas Greg & Sons e o seu proprietário, salientando que “os irmãos Bautista, proprietários da Thomas Greg, ainda não devolveram o PIK, chave para a recuperação de todas as informações sobre o passaporte”. Esses anúncios surgem na sequência de mudanças no processo de liberação de documentos da empresa.
Petro questionou diretamente as ações do advogado dizendo que “estranhamente e no meio da eleição (…) eles estão se esforçando para cancelar o nosso bom acordo de passaporte.”, e acrescentou que a nova estratégia permitirá que as notícias fiquem sob o controle do Estado colombiano e da tecnologia que funciona na Imprensa Nacional.
O presidente também falou sobre as negociações relacionadas ao contrato, dizendo: “Não posso deixar de comparar a atitude do advogado com as reportagens obtidas pela mídia sobre a conversa entre os irmãos Bautista e de la Espriella que trocaram a devolução do contrato de passaporte em suas mãos”. Na mesma mensagem, disse que há promessas relacionadas com a esfera política, incluindo a referência à campanha e à decisão do Banco da República.
Notificação do Ministério Público sobre o modelo

A Procuradoria-Geral da República manifestou preocupação com o acordo que apoia o novo modelo de passaporte. Entre as principais questões está a falta de clareza sobre a utilização dos recursos públicos e a gestão da legitimidade do futuro.que será orçamentado para além do período actual do governo.
Alertou ainda o órgão regulador da Imprensa Nacional para assumir todo o processo, exigindo requerimentos anuais. Segundo eles, a potencial falha pode causar atrasos na emissão de documentos e afetar a forma como os cidadãos trabalham.
Outro ponto destacado está relacionado ao apoio das seguradoras. Várias empresas privadas recusaram-se a emitir apólices devido ao risco de contratação, o que nos obrigou a procurar outros métodos que, segundo o Ministério Público, não dariam garantias suficientes contra possíveis incumprimentos..
Sobre o novo passaporte e características técnicas

Apesar da questão, o Governo tem defendido o novo modelo garantindo que este cumpre os padrões internacionais definidos pela Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO). O sistema inclui a integração de tecnologia de segurança e armazenamento de dados biométricos.
As características técnicas incluem leveza, tinta especial, microtextos de alta segurança, microchip eletrônico com informações do titular e sistema de leitura eletrônica mecânica e criptografada.. Além disso, as ferramentas de documentação foram reforçadas para melhorar a sua durabilidade.
O desenho do passaporte também incorpora elementos gráficos relacionados à vida e cultura colombiana, como parte da proposta de identidade visual desenvolvida pelo Ministério das Relações Exteriores. Cada página contém uma imagem do meio ambiente e símbolos nacionais.
Embora a implementação do modelo esteja avançando, o processo ainda está sob a supervisão do sistema de monitoramento. Continuam as disputas entre o executivo e o Procurador-Geral sobre a legalidade e duração do acordo, o que poderá levar a uma decisão judicial sobre o futuro do plano de passaporte do país.















