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Petro alertou para uma “guerra comercial” entre a Colômbia e o Equador e pediu o fim das “notícias falsas” entre os dois países.

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O presidente pediu para restaurar relações diretas, diretas e imediatas com o Equador – dívida

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, manteve encontro com congressistas dos Estados Unidos em plena visita oficial a Washington, onde discutiu temas relacionados às relações bilaterais, à democracia, ao impacto das novas tecnologias na informação pública e à expansão do tráfico de drogas na região.

Durante a reunião, o chefe de Estado enfatizou a situação com o Equador e destacou a necessidade de restabelecer canais de comunicação diretos e imediatos por causa do que ele descreveu como difamação.

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Em seu discurso, Petro garantiu que atualmente existe um conflito entre a Colômbia e o Equador que vai além da diplomacia. “Hoje existe uma guerra comercial com o Equador entre os dois países”, afirmou perante a legislatura, ao mesmo tempo que insistiu que esta situação passa por uma falsa narrativa que afecta a relação entre os dois países.

O presidente explicou que, nesta situação, é preciso atuar no fluxo da informação e na forma como ela é produzida e consumida. “É fundamental quebrar essas desinformações e reconstruir a relação de forma honesta e honesta, autêntica, sem intermediários.“, disse, alertando que o uso generalizado da tecnologia digital sem supervisão adequada representa um risco mais amplo para a coexistência internacional.

Petro alertou que as novas tecnologias podem afetar a democracia e a paz mundial se espalharem desinformação – crédito Luisa González e Adriano Machado/REUTERS

Petro também destacou o impacto do movimento global da mídia. “O aparecimento de todas estas tecnologias representa um grande perigo, até mesmo para a existência da paz no mundo”, disse, ligando o fenómeno à fragilidade do actual processo democrático.

O presidente colombiano deu como exemplo o estado actual das relações entre a Colômbia e os Estados Unidos, destacando o renascimento do canal diplomático entre os dois governos e recordando os princípios que, segundo ele, pretendem ser uma ponte entre sociedades com caminhos diferentes. “A ponte de comunicação entre as diferentes civilizações é a liberdade e a vida em geral. São temas muito gerais, mas são fundamentais para a nossa existência“, disse ele perante os deputados.

O presidente acrescentou que apesar das diferenças no sistema político, ambos os países têm um princípio democrático comum. “Mantemos viva a ideia de democracia, com as suas diferenças também, mas sob o princípio de que o povo lidera a história do nosso país”, afirmou.

Petro garante maior pressão governamental na Colômbia para realocar folhas de coca para o Equador – crédito

Na mesma reunião, Petro concentrou parte de sua apresentação na movimentação do tráfico de drogas na região, especialmente na movimentação geográfica no sul. “Aqui, o desastre se tornou o Equador“, alertou, explicando que os cultivos ilegais e as rotas do tráfico de drogas estão concentrados principalmente nas selvas..

O presidente explicou que esse fenômeno não se desenvolve nas grandes cidades. “Isso só acontece na floresta. As montanhas onde fica a nossa cidade não têm essas lavouras nem violência, mas aqui”, disse, falando da fronteira e do campo. Segundo Petro, o movimento do tráfico de drogas é resultado da atuação do governo colombiano. “Por que eles estão indo para o sul? Porque tivemos sucesso na Colômbia. Não para eliminar completamente o problema, mas está dificultando a saída de cocaína da Colômbia pelos traficantes de drogas”, explicou.

Petro acrescentou que o tráfico de drogas utilizará os portos equatorianos como nova rota de saída. “O tráfico de drogas colombiano vai para o sul. Passa pelos portos do Equador“, Ele garantiu, e também indicou, que deu a Donald Trump uma lista de pessoas ligadas a estes sistemas..

Equilibre sua agenda
Para equilibrar agenda em Washington, presidente da Colômbia destacou acordo para combater o tráfico de drogas – Crédito Presidência

Por fim, Petro reiterou sua preocupação com a expansão dos negócios ilegais nos países vizinhos e confirmou que a Colômbia está pronta para ajudar no combate ao tráfico de drogas: “Hoje não há polícia marítima ou agência de inteligência no mundo melhor que os colombianos. Estamos prontos para ajudar o Equador para que o tráfico de drogas não tome conta do país e ajude esta democracia”, concluiu.



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