A proposta de implementação do salário base definido por lei terá início na Colômbia a partir de 2026, tendo em conta o número de membros de cada família e o número de pessoas que trabalham em casa, conforme anunciou o presidente Gustavo Petro em mensagem oficial. As medidas foram detalhadas depois de ter declarado estado de emergência “económica e social” durante 30 dias, depois de o Congresso ter rejeitado a legislação de financiamento proposta pelo Executivo. De acordo com a notícia veiculada pela mídia que publicou o discurso do presidente, a decisão visa garantir a recuperação do poder de compra dos trabalhadores, com base no custo da cesta básica familiar e ajustar os valores com base na realidade de cada domicílio.
O presidente confirmou no seu discurso televisivo, durante as férias de Natal, que esta é a primeira vez que o país terá um salário mínimo calculado de acordo com a lei e apoiado por consensos internacionais e constitucionais. Segundo fontes, Petro explicou que o salário mínimo não é só para pessoas físicas, mas também para famílias, conforme consta no decreto. O presidente destacou que: “Com o salário necessário para proporcionar um nível de vida digno aos trabalhadores e às suas famílias. O salário da família, não o salário de um indivíduo. E está no decreto”, destacou que o cálculo virá de uma pequena cesta de subsistência de uma família e da média dos trabalhadores que a compõem. A fórmula basear-se-á nas recomendações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), nas disposições da Constituição colombiana e em decisões judiciais anteriores, destacadas pelo chefe de Estado e divulgadas pelos meios de comunicação social.
A declaração do estado de emergência, disse o presidente, vai permitir a aprovação de medidas fiscais e financeiras em trinta dias, devido à impossibilidade de garantir plenamente alguns direitos básicos e a prestação de serviços públicos essenciais após a rejeição da reforma fiscal acima referida. Segundo fontes, o Governo pretendia arrecadar através da lei rejeitada pela Assembleia Nacional uma quantia de 16,3 mil milhões de pesos, equivalente a 3,7 mil milhões de euros, que servirá para completar o orçamento de 2026. A recusa do parlamento em apoiar a reforma financeira levou o Executivo a procurar meios extraordinários para gerir recursos e instrumentos jurídicos adicionais.
As informações veiculadas pela comunicação social confirmaram que o presidente enfatizou que a nova política salarial criada pelo governo nacional visa garantir não só a subsistência do indivíduo, mas o bem-estar económico da família. Petro explicou que a mudança responde à necessidade de alinhar os salários aos padrões de uma vida digna estabelecidos pelas organizações internacionais e pelos princípios constitucionais. A abordagem, destacou durante sua mensagem, inclui observar como cada família administra sua renda com base no número de trabalhadores ativos e nas necessidades básicas definidas para a família média colombiana.
O decreto de emergência “económica e social”, segundo a comunicação social, autoriza o Executivo a tomar medidas imediatas para cobrir o défice orçamental e ultrapassar a situação após a falta de acordo com o Congresso. Segundo a apresentação de Petro, a adoção do salário mínimo faz parte de um pacote de reformas que visa mudar fundamentalmente o sistema salarial da Colômbia, procurando corrigir as desigualdades históricas e enfrentar as limitações impostas pela negação legal de novas fontes de financiamento público.
Durante o seu discurso, o presidente falou sobre a dificuldade em garantir serviços básicos, e justificou a declaração de emergência e a aceitação de novos salários com o argumento da urgência de proteger os direitos e a qualidade de vida dos cidadãos. A comunicação social explicou que a proposta inclui elementos de direito internacional e local, com o objectivo de estabelecer uma base jurídica sólida para a nova política salarial, e com outros instrumentos jurídicos e administrativos a desenvolver sob a protecção da emergência declarada.
As expectativas geradas pelo edital dependem da mudança na forma de fixação do salário mínimo conforme lei, com inclusão do padrão de vida da família e vinculação direta ao preço real da cesta básica. Segundo fontes, os diferentes órgãos do governo devem trabalhar na implementação técnica e jurídica das novas medidas que entrarão em vigor a partir de 2026, estabelecendo um sistema de ajuste, cálculo e aplicação do salário mínimo às famílias em todo o país. A proposta do Executivo, segundo a comunicação social, é uma resposta directa aos desafios financeiros e sociais resultantes da recente situação nacional e financeira.















