A apreensão de oito toneladas de cocaína perto do arquipélago dos Açores, efetuada após a interceção de um submarino que partiu da Colômbia, foi descrita pela Polícia Judiciária portuguesa como a maior do género registada em Portugal. Esta ação, fruto do esforço conjunto de diversas agências internacionais, tornou-se o principal argumento apresentado pelo presidente da Colômbia, Gustavo Petro, em resposta às críticas que recebeu do governo dos Estados Unidos. De acordo com relatos originais da mídia, Petro convidou o presidente dos EUA, Donald Trump, a confirmar, através de fontes oficiais, a ação conjunta que mostra o compromisso do seu país com a cooperação internacional contra o tráfico de drogas.
A mídia noticiou que, em comunicado enviado nas redes sociais, Gustavo Petro disse que Donald Trump pode confirmar a parceria colombiano-americana através de consulta direta às agências envolvidas. Petro sugeriu que o presidente norte-americano comparasse os dados com a Administração Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), órgão envolvido na operação, para verificar a capacidade e o compromisso de Bogotá com a cooperação. Esta declaração foi registada no contexto de repetidas acusações públicas do presidente dos EUA, que ligava Petro a atividades de tráfico de droga.
A operação que levou à apreensão do submarino envolveu autoridades policiais na Colômbia, Portugal e Estados Unidos, segundo relatos da mídia. O diretor da Polícia Nacional Colombiana, William Rincón, explicou que o sucesso da operação foi resultado de uma troca precoce de informações entre a polícia colombiana e a DEA, em conjunto com as autoridades portuguesas. Segundo Rincón, a operação coordenada permitiu, além da apreensão de drogas, a prisão de três cidadãos colombianos e um venezuelano, supostamente ligados ao tráfico internacional de drogas.
A Polícia Judiciária portuguesa, ao informar sobre a apreensão de cocaína no seu país, destacou o papel de diversas agências internacionais, mencionando claramente a DEA, a Agência Nacional Britânica para o Crime e a American Joint Interagency Task Force South (JIATFS). Este último, sediado nos Estados Unidos, inclui no seu sistema oficiais colombianos em contato com outros representantes da América Latina. No entanto, num comunicado emitido em Portugal, as autoridades portuguesas recusaram-se a discutir diretamente a cooperação com a polícia colombiana, segundo relatos da comunicação social, apesar da participação de Bogotá em atividades internacionais.
Gustavo Petro confirmou que a intervenção nas águas internacionais perto dos Açores mostra a capacidade do seu país para trabalhar com os governos europeu e americano. Esta declaração surgiu após as acusações de Trump, que exortavam o ex-presidente colombiano a “ter cuidado”, e acrescentaram tensão à já tensa relação entre os dois países. A mídia notou que este comentário de Trump ocorreu logo após a intervenção militar dos EUA em Caracas que levou à prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Depois do sucesso das detenções nos Açores, a cooperação policial entre a Colômbia e as organizações internacionais voltou ao centro do debate sobre a guerra às drogas. De acordo com relatos da mídia, as detenções e as detenções relacionadas são consideradas um grande golpe para a rede internacional de tráfico de drogas. O evento também destaca, do ponto de vista do governo colombiano, os resultados concretos da cooperação bilateral e multilateral, num momento de aumento da pressão diplomática do governo dos Estados Unidos.
Os números apresentados pelas autoridades portuguesas e colombianas mostram a extensão do contrabando na rota atlântica e destacam a importância da cooperação entre agências para resolver um caso que ultrapassa fronteiras. Além das detenções, as detenções de alegados criminosos da Colômbia e da Venezuela sublinham a natureza internacional das operações de tráfico de droga.
O desenvolvimento desta iniciativa, coordenada em tempo real e apoiada por uma troca eficaz de informações, é a base da resposta pública da Petro às dúvidas expressadas pela administração Trump. O presidente colombiano considerou que a participação ativa do exército colombiano na cooperação com os Estados Unidos e Portugal contradiz as acusações que recebeu do presidente americano, segundo fontes.
O percurso seguido pelo submersível, que saiu da costa da Colômbia e foi intercetado pelas águas próximas dos Açores, coloca mais uma vez a região atlântica no centro das atenções na proibição de grandes carregamentos de droga. A cooperação entre organizações internacionais e a utilização de inteligência colectiva foram destacadas pelas partes envolvidas e pelas autoridades que analisaram o impacto da apreensão.
Destacando a presença de um oficial colombiano na Task Force Conjunta Interinstitucional Sul, a Polícia Judiciária portuguesa sublinhou que a cooperação em matéria de segurança e combate à droga vai muito além do acordo entre as partes, pelo que inclui muitos sistemas de informação. Segundo os meios de comunicação social, estes canais permitem a realização de actividades transcontinentais e organizam-se detenções e detenções em grande escala, como mostram os recentes acontecimentos no Atlântico.
Os acontecimentos nos Açores e as reações que se seguem destacam o importante papel da troca de informações e da coordenação internacional na luta contra o tráfico de droga, cuja complexidade exige cooperação. A mídia inicialmente vinculou esses acontecimentos à situação política de acusações e defesas cruzadas entre as presidências colombiana e norte-americana, destacando o uso da resposta policial como principal elemento do discurso público de Gustavo Petro contra as acusações do governo norte-americano.















