Uma mensagem publicada pelo presidente colombiano, Gustavo Petro, na rede social Conforme publicado pela agência Europa Press, o presidente publicou um mapa que indica um ponto a centenas de quilómetros da costa mais próxima, nas águas do México, Guatemala, El Salvador e Nicarágua, o que sugere que as vítimas podem estar presas em alto mar.
Petro disse ter dados sobre o real paradeiro dos deportados graças a relatórios fornecidos pela Marinha colombiana. Ele confirmou que três pessoas morreram no incidente, enquanto as demais pularam no mar e ainda estão vivas, segundo a Europa Press. O presidente chamou a atenção dos governos dos países próximos às áreas demarcadas, incentivando a cooperação nas operações de busca e salvamento.
A Europa Press informou que a Marinha da Colômbia está pronta para participar ativamente na busca pelos supostos sobreviventes, Petro confirmou que os militares colombianos podem se juntar às ações necessárias, em coordenação com outras forças na região.
O presidente ampliou sua declaração ao confirmar, também por meio de sua conta X, o impacto dos recentes mísseis norte-americanos na região de Alta Guajira, na Venezuela e na fronteira com a Colômbia. A Europa Press explicou detalhadamente que esta confirmação surgiu após o alerta do Petro, vários dias antes, sobre o ataque dos EUA à alegada fábrica de drogas na cidade venezuelana de Maracaibo, uma infra-estrutura que, segundo o presidente, estará ligada às actividades do Exército de Libertação Nacional (ELN).
Como explicou o presidente colombiano e citado pela Europa Press, “os mísseis que caíram no alto Guajira não destroem a produção de cocaína como se pudessem substituir as colheitas na Colômbia e expandir o comércio legal no nosso país”. Desta forma, o chefe de Estado confirmou a estratégia do seu governo que visa combater o tráfico de droga através da substituição de culturas ilegais e da promoção do comércio legal, em oposição ao recurso às forças armadas.
Na sua mensagem, Petro disse ainda que durante a administração de Donald Trump nos Estados Unidos a prioridade não é proteger a vida dos povos da América Latina, mas sim garantir os benefícios económicos relacionados com o petróleo. A agência Europa Press noticiou que o presidente colombiano criticou o uso da violência para resolver os problemas da região, lembrando que parte da política dos EUA estava focada na exploração dos recursos naturais, desviando a atenção da vida das comunidades afetadas.
Por fim, Gustavo Petro anunciou que seu governo continuará a promover atividades voltadas à paz na região, especialmente na região do Caribe. “Até ao último dia do meu governo e depois disso, procurarei que as Caraíbas se tornem uma área de paz e que o povo da Venezuela encontre uma solução política para as suas diferenças e vote em grupo”, disse o presidente, conforme recolhido pela Europa Press. O presidente enfatizou o caminho político para resolver a situação venezuelana e fortalecer as relações pacíficas entre os países vizinhos.
A informação divulgada pela Europa Press mostra o interesse do governo colombiano em manter canais de cooperação e comunicação com outros Estados da região, tanto para a gestão de incidentes no mar como para a resolução de problemas relacionados com o tráfico de drogas e segurança fronteiriça. Além disso, a declaração de Petro reflecte a posição da sua administração sobre as recentes acções militares anunciadas pelos Estados Unidos, bem como o seu compromisso com soluções políticas e comerciais, em vez do uso apenas da força.















