Em discurso presidencial em 29 de dezembro, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro Urrego, anunciou o aumento do salário mínimo em 2026, que será de 23,7%, o que eleva o salário mensal com ajuda de transporte para US$ 2.000.000.
Segundo Petro, este aumento visa melhorar o rendimento real dos colombianos, permitindo às famílias trabalhadoras cobrir as suas necessidades básicas de alimentação, habitação, saúde, etc.
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O aumento é dividido em dois componentes: um salário “de subsistência” de US$ 1.750.905 e um auxílio-transporte de US$ 249.095. O anúncio do presidente ocorreu apenas dois dias antes do final do ano, provocando reações imediatas na política colombiana.
Embora o objetivo da medida seja melhorar a qualidade de vida das famílias mais vulneráveis, o aumento tem causado intenso debate político e econômico no país, especialmente por causa da igualdade de poder na Venezuela, durante a ditadura de Hugo Chávez.
As reacções à decisão do Presidente Petro são mistas e, em geral, críticas. Os opositores do governo nacional não esperaram muito, dizendo que o aumento salarial poderia causar mais problemas do que soluções para os colombianos.
Um dos primeiros a comentar foi o vereador Daniel Briceño, do Centro Democrático, que através de sua conta X, mostrou que o aumento foi irresponsável e que o próximo governo terá que arcar com as consequências: “O irresponsável aumento de 23% do salário mínimo emitido pelo Petro deve ser aceito pelos políticos. O próximo governo deve produzir cortes burocráticos históricos e acabar com o desperdício, para que grandes cortes de impostos para as empresas compensem os aumentos.”

Por sua vez, a representante do Senado Katherine Miranda, do Partido Verde, não hesitou em comparar o presidente Petro com o ex-presidente do governo venezuelano Hugo Chávez.
Em mensagem no X, Miranda escreveu: “Bem-vindo ao chavismo colombiano! Populismo e irresponsabilidade em todas as suas manifestações!”. Em outra mensagem, a parlamentar postou: “PETROCHAVISMO (sic)”.
O anúncio sublinha a crescente preocupação entre os opositores sobre o estilo de governo de Petro, que alguns consideram muito próximo das políticas de Chávez, que levaram ao colapso económico da Venezuela.

Outro político que criticou foi o senador Carlos Fernando Mota, do partido Cambio Radical, que garantiu que este aumento teria consequências negativas para o bolso dos colombianos, e destacou que “nem a época do Natal impediu o @PetroGustavo de entrar nos programas habituais dos colombianos para os informar”.
Ele então observou: “Porque anunciar um aumento ‘histórico’ do salário mínimo e anunciar a urgência do aumento de impostos tornará o primeiro ineficaz. Nessa linha de raciocínio, se o objetivo é aumentar o poder de compra dos colombianos, saia da situação excepcional, deixe a ‘conquista’ ser sentida no bolso do povo.”

O deputado Christian Munir Garcés, do Centro Democrático, também criticou a decisão, e lembrou que o Governo ignorou os alertas dos empresários sobre as consequências negativas de um aumento tão elevado.
Garcés observou: “O Governo de @PetroGustavo decide, por decreto, novamente o salário mínimo, aumentando-o em 23% ignorando o alarme de empresários e especialistas. mas acaba por afectar aqueles que afirmam proteger: os trabalhadores que perderão os seus benefícios legais. O aumento é puro populismo salarial. “

Por outro lado, o partido Mudança Radical, liderado pelo ex-vice-presidente Germán Vargas Lleras, manifestou o seu descontentamento com a medida e através de uma mensagem na sua conta X alertou que o aumento é um ato político e não uma verdadeira solução para os colombianos.
“O @petrogustavo está pensando mesmo nos trabalhadores ou nas eleições de 2026? “Valorizamos a saúde dos trabalhadores, precisamos de melhorar os seus rendimentos e garantir a sua segurança”, escreveu o partido.
E acrescentou: “Mas um aumento de 23% no salário mínimo – que equivale a 2 milhões de dólares por mês –, sem medidas sérias para controlar a inflação ou proteger os empregos, poderia afectar aqueles que dizem querer ajudar”.

A comparação mais ressonante é, sem dúvida, a de Petro com Hugo Chávez – como mostrado acima. Sim, durante o seu mandato na Venezuela, Chávez implementou políticas económicas semelhantes, incluindo grandes aumentos salariais, que resultaram na crise económica do país.
O aumento de 30% no salário mínimo ordenado por Chávez no início da sua presidência em 2008 é um dos pontos de comparação mais citados pelos críticos do Petro.
O deputado Andrés Forero, do Centro Democrático, lembrou o aumento de Chávez e alertou sobre as consequências de medidas semelhantes na Colômbia: “Hoje, o salário mínimo… decido aumentá-lo em 30%” @petrogustavo é Chávez e é o pão de hoje e a fome de amanhã. Os venezuelanos podem testemunhar (sic).

Por sua vez, a senadora María Fernanda Cabal também se referiu à situação venezuelana, apontando as consequências negativas do aumento dos salários sem uma política económica forte.
Em sua mensagem, o legislador uribista expressou: “Petro anunciou um salário mínimo de 2 milhões de dólares para 2026 com um aumento de 23,7%, enquanto a inflação e o desemprego ainda são a realidade de milhões de colombianos”.
“Experimentamos isso com Chávez: um aumento no número de nomes que destrói o poder de compra, fecha empresas e pressiona pela ilegalidade. Um populismo que nos custará caro”, afirmou. Cabal avisou.

As comparações entre Petro e Chávez tornaram-se um tema recorrente, e muitos opositores ao governo apontaram que o aumento salarial poderia ser uma medida populista para angariar apoio antes das eleições presidenciais de 2026.















