O Ministro da Agricultura, Pescas e Alimentação, Luis Planas, enfatizou a importância de uma boa análise dos resultados das eleições regionais antecipadas em Aragão antes de considerar a possível transmissão dos seus efeitos a nível nacional, enfatizando o progresso do establishment de extrema direita e a necessidade de refletir sobre a condução das eleições pelos principais partidos. Segundo reportagem da Europa Press, Planas falava em duplicar a representação parlamentar do Vox e reduzir as cadeiras conquistadas pelo PSOE e pelo PP.
Segundo a Europa Press, o anúncio do ministro da Agricultura ocorreu antes da apresentação do plano internacional da gastronomia em Espanha, realizada em Madrid, em resposta a perguntas de jornalistas sobre os resultados das eleições em Aragão. Nestas eleições regionais, o Vox aumentou a sua presença nas Cortes Aragonesas, de sete para catorze assentos. O PSOE igualou o seu pior resultado histórico na comunidade, conquistando 18 assentos, enquanto o Partido Popular conquistou 26 assentos, menos dois do que na legislatura anterior.
Planas confirmou, conforme noticiado pela Europa Press, que esta situação é uma resposta às eleições regionais originais, razão pela qual insistiu na importância de não generalizar os dados de Aragão para toda a província espanhola. O ministro destacou que a situação nas eleições aragonesas “não beneficia ninguém” e sublinhou que também não beneficia Espanha, destacando as circunstâncias especiais em que estas eleições decorreram.
Segundo a Europa Press, Planas pediu ao Partido Popular que reflectisse após as eleições, dado que, apesar de vencer, o partido conquistou menos dois assentos do que na legislatura anterior e o resultado facilita o avanço de posições de extrema-direita no parlamento regional. O ministro criticou que, com o andamento das eleições, o Partido Popular acabe com um vínculo de poder menos favorável e com maior influência do Vox, cujo progresso considera preocupante para o futuro político da região.
Relativamente ao PSOE, Planas admitiu, conforme noticiou a Europa Press, a dificuldade dos resultados, indicando que o partido socialista estava na posição mais baixa em Aragão. O ministro destacou o trabalho da candidata, a ex-ministra Pilar Alegría, e valorizou a gestão da campanha. No entanto, reconheceu a necessidade de uma investigação interna detalhada para compreender a causa do resultado e determinar os próximos passos.
Planas também falou sobre as possíveis contradições no Vox, lembrando, conforme noticiado pela Europa Press, que o grupo, embora fortemente contrário ao acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, manifestou-se celebrando as tarifas impostas pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump. Esta posição, segundo o ministro, mostra a falta de consistência na abordagem internacional do Vox, especialmente na área do comércio.
O meio de comunicação Europa Press detalhou que, apesar da importância dos resultados para a situação política aragonesa, Planas reiterou a facilidade de evitar a exploração direta em outros países. Segundo o próprio ministro, a casuística das primeiras eleições regionais é diferente dos movimentos que ocorrem no mundo do país, por isso não deve ser utilizada como um termómetro inquestionável do futuro da política em Espanha.
Por outro lado, o chefe da Agricultura, Pescas e Alimentação confirmou que os partidos devem tirar lições específicas deste processo eleitoral, tanto no que diz respeito ao avanço de forças como o Vox, como à perda de apoio às estruturas tradicionais em Aragão. De acordo com informações recolhidas pela Europa Press, Planas enfatizou a necessidade de distinguir entre o processo regional e a situação nacional na avaliação dos resultados eleitorais e no desenvolvimento de uma estratégia política.
A declaração de Planas soma-se às muitas reações que as eleições aragonesas suscitaram na arena política nacional. A Europa Press nota que o reforço da presença do Vox e a redução dos representantes do PSOE e do PP deram origem a um debate sobre a futura distribuição do poder e a capacidade dos diferentes partidos para estabelecerem uma maioria efectiva nas instituições independentes.
A intervenção de Planas centrou-se em destacar a hora e o local das eleições, alertando contra a tentação de tirar conclusões precipitadas para o mundo do governo. Segundo a Europa Press, o ministro apelou a todos os actores políticos para que aceitem com calma os resultados e iniciem um processo de reflexão que lhes permita compreender a situação específica de Aragão e o seu impacto na região, sem simplesmente transferir essas consequências para todo o país.















