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Previsão de cortes de energia em 57% de Cuba nesta sexta-feira

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Havana, 16 de janeiro (EFE).- A estatal Unión Eléctrica (UNE) de Cuba prevê nesta sexta-feira um apagão total durante o dia que atingirá cerca de 57% do país no horário de maior demanda energética, no período da tarde-noite.

A pressão dos EUA sobre a Venezuela para cortar o fornecimento de petróleo a Cuba, que representa um terço das necessidades da ilha, ameaça piorar a situação económica da ilha.

Em meados de 2024, as perspectivas energéticas pioraram devido à falta de divisas do governo cubano para importar petróleo e ao colapso de centrais térmicas obsoletas, juntamente com décadas de mineração.

A UNE, do Ministério de Energia e Minas de Cuba, estima o horário de pico de demanda na noite desta sexta-feira, a capacidade de produção de 1.400 megawatts (MW) e o pico de demanda de 3.150 MW.

O déficit – diferença entre oferta e demanda – será de 1.750 MW e a estimativa – que na verdade será cortada para evitar cortes ilegais de energia – chegará a 1.780 MW.

Atualmente, sete das 16 unidades geradoras termelétricas em operação estão fora de serviço devido a danos ou manutenção. Esta fonte de energia representa aproximadamente 40% da matriz energética de Cuba.

Da mesma forma, 96 fábricas de produção (motores) não funcionam por falta de combustível (diesel e querosene), bem como duas patanas (fábricas flutuantes para alugar). Além disso, cerca de dez estão parados por falta de petróleo.

Especialistas independentes indicam que a crise energética em Cuba é uma resposta à falta de financiamento permanente neste sector, nas mãos do Estado desde a vitória da revolução em 1959.

Vários cálculos independentes estimam que sejam necessários entre 8.000 e 10.000 milhões de dólares para limpar o sistema eléctrico.

Por outro lado, o Governo cubano aponta o impacto das sanções dos EUA sobre esta indústria e acusa Washington de “falta de energia”.

Os apagões diários prolongados pesam sobre a economia de Cuba, que sofreu cortes de mais de 15% até 2020, segundo dados oficiais. Além disso, lideraram grandes protestos nos últimos anos. EFE



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