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Principais manchetes de segunda-feira, 9 de março

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As primeiras páginas dos principais jornais espanhóis também se concentraram em acontecimentos internacionais, como o processo de transição no Irão num clima de tensão global. Esta decisão das autoridades iranianas, que inclui a nomeação do filho de Khamenei como novo líder supremo, ocorreu no meio de advertências dos Estados Unidos, segundo o EL PAÍS e LA VANGUARDIA. A mídia do EL MUNDO também dedicou espaço em sua edição para cobrir esta notícia, destacando o desafio que este evento representa para a administração de Donald Trump.

Ao mesmo tempo, a imprensa nacional exibiu um dia de protesto social em Espanha, com foco na campanha do dia 8 de março para o Dia Internacional da Mulher. “Os 8-M, contra a guerra e os ultras”, é a manchete do EL PAÍS, destacando dois aspectos das marchas deste ano: a condenação da desigualdade de género e a rejeição da ascensão dos partidos políticos de extrema-direita e do discurso militar. Segundo o EL MUNDO, o movimento 8-M conseguiu “incentivar a igualdade” e levantar o slogan “Não à guerra”, criando um debate público sobre a possibilidade de mobilização social face aos novos desafios políticos e culturais do país.

A cobertura de LA RAZÓN, no entanto, mostrou números que contrastam fortemente com a atmosfera das outras primeiras páginas: o jornal descreveu a convocatória para a marcha em Madrid como “um fracasso total”, registando apenas 35.000 participantes nas duas manifestações organizadas na capital. Já LA VANGUARDIA destacou o tamanho do dia em outros locais e a marcada cor roxa que pinta as ruas durante o dia.

No campo político, os partidos conservadores em Espanha aumentaram a sua popularidade segundo dados divulgados nos meios de comunicação social. EL MUNDO é a manchete do progresso do Partido Popular, que cresce na vontade de votar, enquanto o Vox tem cerca de 20% de apoio eleitoral e o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) dá sinais de declínio. O jornal ABC discutiu também os resultados de Castela e Leão, indicando que “o PP e o Vox estão unidos em Castela e Leão com o PSOE na oposição”, confirmando a opinião da situação política marcada pela força das forças conservadoras e nacionalistas em várias regiões. Assim, LA VANGUARDIA e EL MUNDO confirmaram esta tendência, destacando o impacto do equilíbrio parlamentar e a possibilidade de cooperação política face às próximas eleições.

No mesmo contexto, a ABC acrescentou uma notícia internacional relacionada com Espanha ao informar que os Estados Unidos ligam os pagamentos feitos pela companhia aérea Plus Ultra a uma grande rede de corrupção venezuelana, um caso que ainda está sob investigação e tem implicações diplomáticas e judiciais.

As notícias políticas catalãs também apareceram na primeira página, com uma declaração relatada pelo EL PERIÓDICO de Alícia Romero, ministra da Economia e Finanças, que afirmou: “A ERC deve agir, o compromisso com o imposto sobre o rendimento das pessoas singulares é claro”, a propósito do debate sobre a política monetária da Catalunha e das negociações entre os partidos regionais.

A visão do jornal sobre a agenda da igualdade está documentada, como a “Rota Violeta para 8M”, destacou o EL PERIÓDICO, para mostrar o clima de oposição à marcha. O jornal apresentou assim um mapa político e social que mostra o progresso dos grupos conservadores, o declínio dos socialistas, a continuação de intensas disputas diplomáticas com o Irão e o estado de mobilização civil expresso na exigência de igualdade e na rejeição da guerra e do extremismo. Segundo a primeira edição revista pelos grandes jornais, tudo começou com a consolidação de todos esses temas nas primeiras páginas do debate nacional e internacional na segunda-feira, 9 de março.



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