Durante a celebração do Dia do Defensor da Pátria, Vladimir Putin dedicou palavras de apoio aos que compõem as Forças Armadas e outras forças de segurança da Rússia, apontando o seu importante papel desde o início do conflito na Ucrânia e expressando o seu “orgulho e gratidão” pelo seu trabalho na fronteira e nas áreas das chamadas “operações militares especiais”. Esta mensagem foi emitida nas vésperas do quarto aniversário da invasão russa do território ucraniano, numa situação marcada pela escalada das tensões internacionais.
Segundo relatos da mídia, Putin enfatizou que os soldados russos estão trabalhando para proteger o futuro e a independência do país, dizendo que a ação militar é justificada pela busca da verdade e da justiça. O presidente russo destacou, nas suas palavras, a “coragem da sociedade russa e a “força” com que enfrenta a situação atual. A intervenção de Putin ocorreu um dia depois de quatro anos de hostilidades, data em que o líder russo não se esqueceu de reiterar a natureza do seu envolvimento militar na Ucrânia.
A mídia noticiou que, no seu discurso, o chefe de Estado russo descreveu várias forças militares e de segurança como “pessoas fortes e generosas”. Putin destacou o profissionalismo, a experiência e a preparação dos militares russos, e atribuiu o seu desempenho ao que descreveu como treino “inútil”. Segundo fontes, o presidente enfatizou o trabalho dos comandantes que, segundo ele, têm partilhado o caos e as responsabilidades com os seus vizinhos desde o início das operações militares e continuam guiados por uma forte ética.
O Presidente Putin disse: “Sabemos das dificuldades que enfrentam e da grande responsabilidade que têm para com o nosso povo. Foi noticiado pelos meios de comunicação social, e também foi destacado que Putin liderou uma expressão de apoio às famílias e amigos dos soldados, sabendo da sua preocupação com aqueles que estão activos na guerra.
Segundo relatos da mídia, o discurso do presidente, realizado no Kremlin, reiterou a visão oficial sobre a natureza da guerra. Putin enfatizou que a ação militar russa responde à tarefa de garantir a segurança do país, apresentando as forças envolvidas como detentoras de compromissos morais e patrióticos. A narrativa apresentada no evento público manteve a linha que justificou a intervenção, enquadrando-a como proteção contra pressões externas.
A mensagem centrou-se na unidade nacional e na capacidade da população para enfrentar situações difíceis, com especial ênfase no apoio a quem faz trabalho militar. Putin, citando os desafios e “enormes deveres” enfrentados pelos soldados e suas famílias, concluiu o seu discurso referindo-se aos deveres daqueles que trabalham para proteger as fronteiras nacionais e nas zonas de guerra.
A intervenção de Putin coincidiu com um período de maior atenção internacional sobre a evolução e as consequências do conflito na Ucrânia, que se aproxima do seu quarto aniversário. De acordo com relatos da comunicação social, o governo russo mantém a sua narrativa de resistência e segurança, colocando os intervenientes militares e de segurança no centro dos esforços nacionais, em termos de sacrifício pessoal e lealdade ao Estado russo.
A declaração do presidente incluiu uma reiteração do apoio oficial aos combatentes e às suas famílias, para garantir que a sociedade russa reconheça e valorize o papel das pessoas que, segundo o Kremlin, contribuem para a dignidade e o futuro do país numa difícil situação internacional.















