O presidente russo, Vladimir Putin, reiterou o seu compromisso de continuar as operações militares na Ucrânia até que os objectivos de Moscovo sejam alcançados. Numa entrevista a um canal de notícias indiano, expressaram a sua contínua oposição à intervenção ocidental, dizendo que as ações da Ucrânia foram dirigidas pelas potências ocidentais, o que forçou a Rússia a tomar medidas militares.
“A nossa própria intervenção militar não é o início de uma guerra, mas uma tentativa de pôr fim a uma que o Ocidente ignorou através dos nacionalistas ucranianos”, disse Putin, reflectindo a sua opinião sobre a agenda e as causas do conflito. Ele sublinhou que a guerra com Kiev não terminará quando a Rússia retirar o seu “território” ou quando as forças ucranianas se retirarem dessas áreas.
Comentando a situação, Putin disse: “Tudo se resume a uma coisa: ou recuperamos estes territórios pela força ou do exército ucraniano”. Ele criticou a Ucrânia por impor a proibição da língua russa em várias regiões e por ações que, segundo ele, mantiveram os residentes locais afastados dos locais de culto. Ele enfatizou que a Rússia deve proteger os seus interesses e os direitos do seu povo na Ucrânia, e proteger os seus valores culturais.
Além destas considerações, Putin está agora na Índia para uma visita de dois dias – a primeira desde o início da guerra Rússia-Ucrânia. A sua chegada a Nova Deli marcou uma ocasião importante, pois estava previsto o início do diálogo oficial, com o objectivo de reforçar a cooperação entre os dois países. Os tópicos de foco desta visita incluem acordos de defesa, cooperação em projetos de energia nuclear, desenvolvimento comercial e cooperação em tecnologia avançada.
O compromisso oficial será realizado com uma cerimónia cerimonial no Rashtrapati Bhavan, marcando um momento importante para os dois países desenvolverem a cooperação estratégica no conflito global na Ucrânia.















