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Repsol caiu mais de 6% após a primeira venda de petróleo venezuelano pelos Estados Unidos

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A venda do petróleo venezuelano pelos Estados Unidos gerou receitas que, segundo o portal económico especial Semafor, chegaram à conta principal do Qatar. O valor da transação, no valor de 500 milhões de dólares (cerca de 430 milhões de euros), marca um novo capítulo nas relações energéticas internacionais e teve impacto direto na bolsa. Em particular, a Repsol registou uma queda superior a 6% na abertura do dia, liderando as perdas do índice Ibex 35 até à manhã de quinta-feira.

Conforme noticiado pelo The Hill, os Estados Unidos estão a vender petróleo venezuelano pela primeira vez, poucos dias após a intervenção militar na Venezuela, que resultou na morte de uma centena de pessoas e na prisão do Presidente Nicolás Maduro. Por volta das 9h30 desse dia, as ações da Repsol fecharam nos 15,68 euros por ação, refletindo a turbulência da situação geopolítica e comercial.

A cobertura da CNN e da Fox Business destacou a importância do acordo, enquanto o próprio The Hill, citando fontes próximas da Casa Branca, antecipou que vendas adicionais de petróleo bruto venezuelano de e para os Estados Unidos poderiam ocorrer nos próximos dias e semanas. Junto com o desenvolvimento das notícias, o impacto no setor energético internacional e os interesses das empresas petrolíferas globais.

A administração de Donald Trump, envolvida no processo de recuperação da indústria petrolífera venezuelana, tem incentivado a entrada de empresas americanas neste setor. Embora os detalhes de como funcionará a operação não tenham sido publicados, a Semafor convocou um alto funcionário do governo para verificar o destino dos recursos catarianos da venda, confirmando o aspecto internacional da venda.

O Presidente Trump anunciou numa declaração anterior que cerca de 50 milhões de barris de petróleo venezuelano irão para os Estados Unidos. O presidente disse: “Estamos trabalhando bem com a Venezuela”, referindo-se à nova situação política liderada pela presidente interina Delcy Rodríguez. Trump acrescentou que teve uma conversa telefónica “muito boa” esta quinta-feira com Rodríguez, o que, segundo ele, permitiu progressos relacionados com o fortalecimento do país sul-americano.

O contexto destas iniciativas energéticas foi confirmado numa cimeira realizada na passada sexta-feira na Casa Branca. Segundo vários relatos da mídia americana, o encontro reuniu os líderes das maiores empresas do mundo, incluindo a Repsol. Durante a reunião, Trump pediu um investimento conjunto na Venezuela de cerca de 100 mil milhões de dólares (cerca de 86 mil milhões de euros) de empresas energéticas. O presidente norte-americano confirmou que estes fundos devem provir de fontes da empresa e não de fundos públicos, com o objetivo de restabelecer a produção de petróleo no país caribenho.

O CEO da Repsol, Josu Jon Imaz, confirmou a Trump a disponibilidade da empresa espanhola “em investir mais na Venezuela” e em triplicar a produção em dois a três anos, desde que haja um bom ambiente jurídico e comercial. Atualmente, a Repsol produz cerca de 45 mil barris de petróleo por dia na Venezuela. A empresa estima que com novos investimentos esse número poderá triplicar, segundo comunicado do próprio Imaz, divulgado pela mídia americana.

A presidência de Delcy Rodríguez na Venezuela, após a saída forçada de Nicolás Maduro, representa mais um motivo de incerteza e expectativas no mercado mundial, especialmente entre os principais players do setor energético. A CNN e a Fox Business recordaram o pano de fundo da instabilidade política causada pela recente intervenção militar dos EUA no território venezuelano, situação que continua a afectar as decisões e estratégias de investimento das empresas multinacionais de energia.

As preocupações dos investidores sobre o futuro da Repsol e dos activos de outras empresas petrolíferas na Venezuela aumentaram a perspectiva de abertura do sector ao capital e à tecnologia dos EUA, bem como o papel do novo governo interino no país sul-americano. A volatilidade registada nos títulos da Repsol na bolsa espanhola reflectiu as muitas incertezas que rodeiam a situação venezuelana, a resposta diplomática da Casa Branca e o desenvolvimento da estratégia das empresas multinacionais no mercado internacional que continua focada no desenvolvimento da região.

The Hill enfatizou que as próximas semanas serão determinadas pela avaliação do novo setor exportador de petróleo e pelas ações de atores-chave como a Repsol. Ao mesmo tempo, a presença de reservas energéticas significativas na Venezuela e a participação de empresas estrangeiras delineiam uma situação económica e política com implicações internacionais significativas.



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