Sergei Lavrov, Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, alertou sobre o possível impacto da interrupção do fornecimento de energia em Cuba, dizendo que esta situação poderia piorar a situação económica e humanitária da ilha. Esta afirmação surgiu numa conversa com Bruno Rodríguez, o seu homólogo cubano, num contexto de crescentes restrições económicas impostas pelos Estados Unidos. Conforme relatado pelo Ministério das Relações Exteriores da Rússia através de um comunicado recolhido por vários meios de comunicação, Moscou reiterou o seu compromisso de continuar a fornecer apoio político e material a Cuba, dizendo que a atual pressão americana é inaceitável.
Segundo a notícia publicada, Lavrov sublinhou a determinação da Rússia em manter o seu apoio a Havana, apesar da situação negativa na arena internacional, marcada pelo endurecimento das medidas dos EUA nos últimos dias. O chefe da diplomacia russa qualificou a pressão militar e económica sobre Cuba como “inaceitável”, colocando o seu país como um dos principais aliados do governo de Miguel Díaz-Canel no mundo. Conforme afirma uma nota emitida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, as conversações entre os dois responsáveis centraram-se nos desafios imediatos que a ilha enfrenta em termos de abastecimento e comércio internacional.
Os meios de comunicação explicaram detalhadamente que a administração dos Estados Unidos emitiu recentemente novas sanções destinadas a limitar a chegada de petróleo a Cuba, que incluem tarifas sobre os países que mantêm o fornecimento de energia para a ilha. Na semana passada, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva destinada a punir os países que vendem petróleo a Cuba, alegando que a ilha representa uma “ameaça à segurança”. Estas medidas têm um impacto particular nos países das Caraíbas que já sofrem de problemas de abastecimento e enfrentam dificuldades crescentes na importação de óleos essenciais.
A pressão sobre o fluxo de petróleo para Cuba não se limita à imposição de tarifas. De acordo com um comunicado oficial russo divulgado, os Estados Unidos também podem ter pedido ao México que parasse de enviar petroleiros para a ilha, dificultando ainda mais o fornecimento de energia. Os abastecimentos venezuelanos, que anteriormente eram uma importante fonte de petróleo para o mercado cubano, foram significativamente reduzidos como resultado directo das sanções dos EUA a Caracas, que aumentaram a gravidade da situação interna em Cuba.
As notas diplomáticas russas reafirmaram a determinação de Moscovo em continuar a sua cooperação com Havana nas esferas política e material, apesar da pressão externa. O artigo sublinhava que o actual ataque dos EUA não afecta apenas as relações comerciais cubanas, mas também representa um risco relacionado com a estabilidade socioeconómica e a segurança alimentar do país antilhano.
O conteúdo divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores da Rússia sustenta que Cuba enfrenta um ambiente internacional cada vez mais negativo, com dificuldades significativas na obtenção de suprimentos básicos. Lavrov, citado na declaração ministerial publicada por vários meios de comunicação, insistiu que “a decisão de cortar o fornecimento de energia ameaça seriamente a economia e a humanidade do país”. Moscovo também reiterou a sua opinião de que as sanções dos EUA são injustificadas à luz dos princípios do direito internacional, dada a abordagem tradicional de não intervenção que caracteriza as relações russo-cubanas.
Outro elemento destacado pelas fontes são as ações coercitivas de Washington contra países que historicamente forneceram recursos a Cuba. A redução dos abastecimentos venezuelanos e o impacto do acordo com o México é, na opinião do ministério russo, uma extensão da estratégia de “pressão máxima” proposta pela presidência dos EUA sobre a ilha.
Os intercâmbios diplomáticos entre Moscovo e Havana têm sido os mais proeminentes neste contexto, com Lavrov a reafirmar publicamente a parceria russo-cubana e a prometer apoio material contínuo contra o que descreveu como um ambiente de hostilidade externa. As autoridades russas insistem que a estabilidade na ilha depende em grande parte da existência de um corredor de abastecimento não sancionado.
Por outro lado, o governo cubano tem demonstrado repetidamente a importância de ter aliados internacionais para superar obstáculos económicos e sanções. Os laços com a Rússia nos últimos dias fazem parte de uma estratégia mais ampla que visa garantir energia e recursos básicos, segundo a mídia oficial cubana e o Ministério das Relações Exteriores da Rússia.
A situação actual, com base em informações do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia publicadas por vários meios de comunicação social, revela uma situação marcada pelo reforço da cooperação entre os dois países, motivada pela percepção comum da situação de elevada pressão e isolamento económico de Washington. O compromisso de Moscovo, repetido em termos políticos e materiais, é apresentado como um elemento central do governo cubano face às contínuas restrições dos EUA.













