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Rússia reitera disposição de mediar entre EUA e Irã, mas não chega a proposta de cessar-fogo

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O porta-voz presidencial russo, Dimitri Peskov, sublinhou que a redução das tensões entre os Estados Unidos e o Irão requer um amplo entendimento e acordo, na sequência de uma recente conversa telefónica entre os líderes Vladimir Putin e Donald Trump. Conforme noticiado pela agência Interfax e divulgado por diversos meios de comunicação internacionais, Peskov afirmou que o andamento das negociações depende da sustentabilidade e das circunstâncias que rodeiam esta situação de conflito regional.

O anúncio foi feito depois de a guerra na região completar onze dias, marcada por um ataque em grande escala que procurou minar a liderança iraniana. De acordo com a notícia publicada pelos meios de comunicação internacionais, o porta-voz do Kremlin explicou que a Rússia mantém a sua disponibilidade para participar nas atividades de mitigação da crise, mas deixou claro que Moscovo não se qualifica como mediador oficial. “Nenhuma conclusão pode ser tirada” das conversações entre os dois líderes, disse Peskov, acrescentando que “a Rússia está pronta para fornecer assistência da melhor maneira possível e ficará feliz em fazê-lo”.

A agência de notícias Interfax noticiou que durante a reunião telefónica entre Putin e Trump, o presidente russo propôs várias opções para reduzir as tensões na região, dando continuidade à linha que Moscovo tem defendido desde o início das operações militares americanas e israelitas. No entanto, Peskov recusou-se a elaborar as propostas específicas que Putin transmitiu ao seu homólogo americano. “Não há oportunidade de entrar neste assunto neste momento, e não há nenhuma intenção real de fazê-lo. O presidente transmitiu estas propostas aos seus colegas”, disse o porta-voz, segundo a embaixada russa.

Sobre os rumores sobre uma possível cooperação russa com o Irão, incluindo a transferência de informações de inteligência que podem ter facilitado ataques a alvos americanos, Peskov não fez comentários. Questionado sobre se a Rússia fornece ajuda militar ou estratégica a Teerã, Peskov disse que “não comentaremos” e afirmou que há comunicação regular entre Moscou e o enviado dos EUA Steve Witkoff. Segundo a Interfax, este canal de comunicação transmite “sinais sobre cada uma das questões mais sensíveis”, disse o porta-voz.

A agência de notícias Interfax acrescentou que, desde o início da ação conjunta EUA-Israel contra o Irão, o Kremlin tem procurado formas de reduzir o conflito, mas não quer assumir o papel de mediador oficial no conflito. Peskov sublinhou que “temos de ser um pouco mais pacientes” para qualquer progresso tangível rumo a uma solução diplomática ou à desescalada dos conflitos regionais.

O contexto destas declarações enquadra-se no contexto de tensão crescente após a operação armada que visava decapitar o líder da República Islâmica, operação que estendeu o conflito à região. Conforme relatado pela Interfax, a comunicação entre os representantes russos e americanos, incluindo a comunicação em curso através de Witkoff, responde à necessidade de manter os canais abertos para o diálogo face ao risco de uma maior expansão da crise. O governo russo manifestou abertura para participar, mas preferiu não partilhar publicamente as suas propostas ou possíveis iniciativas diplomáticas.



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