Pequim, 13 abr (EFE).- O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, anunciou segunda-feira em Pequim que o défice comercial de Espanha com a China é “insustentável para a nossa sociedade a médio e longo prazo”.
Sánchez, que faz a quarta visita à China em quatro anos, garantiu que “Espanha precisa que a China se abra para não fechar a Europa”, numa altura em que o défice comercial entre Madrid e Pequim ultrapassa os 42 mil milhões de euros até 2025 e enquanto a disputa entre a União Europeia e o gigante asiático continua.
O Chefe do Executivo espanhol defendeu, num discurso na Universidade Tsinghua, em Pequim, “corrigir” este desequilíbrio e “construir juntos uma economia global e equilibrada que crie prosperidade partilhada”.
Segundo Sánchez, uma ordem multipolar precisa de “uma economia mais horizontal e equitativa, onde nenhuma região perde e outra região ganha”.
O Presidente do Governo declarou que a multipolaridade “não é uma hipótese, nem um desejo, é uma realidade” e que Espanha “opta por aceitá-la”.
“Falso” e “perigoso”, diz Sánchez, o argumento de que “enfraquecer algumas relações significa perder outras”.
Durante esta viagem, o chefe do executivo espanhol reunir-se-á com o presidente chinês, Xi Jinping; o primeiro-ministro, Li Qiang, e o presidente da Comissão Permanente da Assembleia Popular Nacional (Legislativa), Zhao Leji, com todos aqueles com quem se reunirá terça-feira.
A viagem decorreu num contexto marcado pela guerra no Irão, pelas tensões comerciais globais e pelo interesse do Executivo espanhol em reduzir o défice comercial, atrair investimento chinês e reforçar a cooperação tecnológica. EFE
(foto) (vídeo)















