O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou que o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, aprovado na sexta-feira pelos 27 Vinte e Sete, é uma “grande oportunidade” para o seu país.
“Este é o maior acordo de livre comércio do mundo na história da humanidade. Nunca foi acordado antes e é por isso que demorou tanto”, disse ele à mídia durante o lançamento do evento de distribuição de kits escolares de 2026.
“Isso é benéfico para o Paraguai”, acrescentou, “porque o Paraguai é um grande produtor de alimentos, competimos na produção de grãos e na produção de carne”, por isso muitos grupos internacionais do setor estão investindo no país.
No entanto, Peña destacou a necessidade de “continuar a expandir” o comércio entre os países que compõem o Mercosul, como o Brasil, “e ter acordos de livre comércio com outros grupos” para “nos aproximar”.
Sobre a assinatura do acordo entre os dois grupos comerciais, o presidente paraguaio avançou que “o ministro das Relações Exteriores está coordenado”, embora tenha garantido que o evento ocorreu em Assunção como um “fato histórico”, já que a presidência do Mercosul cabe ao Paraguai todos os anos no primeiro semestre de 2026.
Os Vinte e Sete deram esta sexta-feira luz verde à assinatura do acordo de comércio livre por decisão de maioria qualificada que aprovou previamente as salvaguardas que foram negociadas em dezembro para reforçar a proteção do setor agrícola europeu.
A assinatura do acordo permitirá um acesso rápido e temporário à vertente comercial, enquanto se aguarda a conclusão do processo de aprovação de ambas as regiões, incluindo a aprovação do Parlamento Europeu (que pode aprová-lo ou rejeitá-lo, mas não alterá-lo) e dos parlamentos nacionais.
O acordo abre um mercado de 780 milhões de pessoas que representam 25% do PIB global e permite a eliminação ou redução de até 90% das tarifas bilaterais. A previsão indica um aumento próximo de 40% nas relações comerciais entre os dois lados com a entrada em vigor.















