A explosão da mina de carvão de Guachetá, Cundinamarca, na noite de 5 de fevereiro de 2026, deixou seis trabalhadores presos a 170 metros de profundidade, conforme confirmou o governador de Cundinamarca, Jorge Emilio Rey.
A emergência, marcada por más condições e dúvidas sobre a legalidade da mineração, expõe os perigos recorrentes deste sector.
Em entrevista com Rádio Azulo responsável explicou que foi difícil montar o resgate desde a primeira hora.
“Há uma acumulação de gás, o que dificulta o trabalho de investigação. E há também uma grande profundidade que não nos permite chegar aos restos que ali estão, perdidos ou desaparecidos nesta mina”, explicou o chefe do departamento.
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Mais de 20 membros da Equipe de Resgate e 40 outras unidades de resgate compareceram, mas o ambiente tóxico e a instabilidade estrutural impediram o acesso ao local dos mineiros presos.
As taxas de sobrevivência diminuem com o tempo. “A cada minuto que passa fica mais difícil pensar que eles estão vivos. Porém, sem contato visual, a situação não pode ser claramente definida. Esperemos que isto seja verdade neste caso”, disse o governador, reconhecendo a importância da situação.
A impossibilidade de fornecer ar fresco devido à falta de ventilação no momento do desastre também aumenta a dificuldade de resgate.
“Não, não, senhor. Há trabalho acontecendo no ar. Estamos esperando para colocar aquela linha de ventilação no lugar. Mas, como eu disse, o trabalho é um pouco difícil por causa do equipamento e do volume da área e do acúmulo de gás.”
A raiz do acidente refere-se à falta de gerenciamento de gás dentro da mina. “A explosão compromete a capacidade estrutural da boca da mina. Os equipamentos caem, bloqueando a saída deles e ficam completamente escondidos sob esses equipamentos”, disse Rey, destacando o impacto direto do acúmulo de metano, responsável pela explosão que impediu a fuga dos mineiros.
Além disso, o anúncio oficial revelou irregularidades na operação da mina.
“É provável que tenha havido uma ordem de encerramento da CAR e do Ministério Nacional dos Recursos Minerais, o que significa que não respeita todas as condições. Esta é uma declaração preliminar que temos que verificar, mas tudo indica que não tem as condições e os documentos com que deveria trabalhar”, disse à comunicação social.
Esta situação reflecte-se numa situação recorrente na zona: “A Câmara Municipal está a fazer o seu trabalho com o poder de parar os trabalhos e informar o Procurador-Geral, a Corporação Regional Autónoma, mas nem sempre consegue ter um funcionário lá para garantir que a mina não reabre.
A magnitude do risco é agravada pela falta de medidas de segurança na indústria. “São minas que não têm segurança industrial, que não têm os padrões mínimos de segurança para poder fazer o trabalho da melhor forma”, disse o governador Jorge Emilio Rey, que representa um desafio permanente de ilegalidade no sector mineiro.
De acordo com a informação recolhida, não existiam mais de dez postos de trabalho por dia, o que dificulta o controlo administrativo e de segurança em zonas remotas. “Este é um grupo pequeno que geralmente trabalhava nesse número, não mais que dez mineiros neste corredor. Isso fica um pouco longe da área da cidade de Guachetá… dificuldade absoluta em conseguir implementar o controle permanente neste corredor, apesar do fechamento que já foi ordenado”, completou Jorge Emilio Rey Blu Radio *.















