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‘Stop Killing Games’ criará uma ONG na Europa e outra nos EUA para impedir a “destruição dos videojogos”

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A campanha ‘Stop Killing Games’ prepara-se para publicar uma análise jurídica de 500 páginas que abordará os desafios e oportunidades legais para proteger os videojogos considerados bens culturais, um documento que procura apoiar a luta pelo encerramento de servidores que afetam a existência e segurança dos videojogos. Segundo a Europa Press, este texto legal faz parte da iniciativa que será desenvolvida pelo movimento, liderado por Ross Scott, através da criação de duas organizações independentes: uma na União Europeia e outra nos Estados Unidos.

Através da criação destas duas ONG, a ‘Stop Killing Games’ tem como objetivo central pressionar permanentemente a indústria dos videojogos e promover alterações legais que garantam o acesso e a preservação dos videojogos, mesmo após o término do suporte aos servidores de jogos. A campanha condena que muitas empresas vendam videogames sem definir um prazo de validade claro, porém, segundo a organização em seu site, os usuários não podem acessar esses produtos quando o servidor está fechado, pois a obtenção da licença é apenas para uso e não para propriedade permanente.

O criador de conteúdo e principal promotor do evento, Ross Scott, explicou detalhadamente num vídeo no YouTube que a organização de uma ONG por continente permitirá o desenvolvimento do evento a longo prazo e explorará a possibilidade de expansão futura em outras regiões fora da Europa e dos Estados Unidos. Ross Scott explicou que esta abordagem internacional visa coordenar esforços para travar o que considera uma prática de “perda planeada”, que não só afecta os consumidores, mas impede a preservação dos videojogos como parte da cultura digital.

Desde abril de 2024, o ‘Stop Killing Games’ se expandiu internacionalmente, promovendo diversas ações que visam desafiar a legitimidade de editoras que, após venderem videogames, encerram o acesso a eles sem oferecer opções de segurança ou uso público. O movimento busca colocar esse tema na agenda pública e legislativa, levantando a necessidade de regulamentações que protejam os direitos do consumidor e a memória histórica do setor.

Em setembro do ano passado, a campanha conseguiu recolher 1,45 milhões de assinaturas na Europa, número que, segundo a reportagem da Europa Press, abriu a porta para a Comissão Europeia e o Parlamento Europeu considerarem oficialmente a proposta. Este apoio cidadão permite que a iniciativa entre no processo legislativo e ganhe a atenção dos principais órgãos de decisão do continente.

O site ‘Stop Killing Games’ sustenta que o desaparecimento dos videojogos após o encerramento dos servidores é resultado direto de um modelo de negócio onde os utilizadores apenas obtêm licenças, perdendo o acesso quando a empresa decide interromper o serviço. A organização salienta no seu documento que isto complica todos os esforços de conservação, pois os utilizadores e organizações culturais não podem garantir a sobrevivência destes produtos, mesmo que o prazo de validade não esteja claramente definido no momento da compra.

A campanha afirma que a proteção dos videogames deve ser tratada como uma questão de direitos do consumidor e uma questão cultural, exigindo que os títulos sejam retidos para aprendizagem e posterior diversão, além de benefícios comerciais imediatos. ‘Stop Killing Games’ pretende direcionar o desenvolvimento de um quadro regulatório que impeça as empresas de retirarem jogos após a venda, apresentando argumentos técnicos, jurídicos e culturais na área relevante.

Este movimento cidadão, segundo a Europa Press, reforça a ideia de que os videojogos fazem parte do património digital, onde o acesso e a conservação devem ser mantidos mesmo que o modelo de negócio evolua ou mude. É apoiado por organizações e indivíduos preocupados com a proteção da memória digital e com o direito dos consumidores de continuarem a utilizar o conteúdo adquirido.

A estratégia internacional desenvolvida pela ‘Stop Killing Games’, além da introdução de duas novas ONG e da análise jurídica no processo, pretende ajudar o apoio da comunidade e dos especialistas jurídicos para manter o controlo das práticas comerciais e promover mudanças jurídicas sustentáveis ​​na Europa e nos Estados Unidos. Conforme descrito pelos seus promotores, o esforço procura fornecer argumentos jurídicos e dados técnicos que facilitem a intervenção jurídica e garantam a preservação dos videojogos contra a prática generalizada de encerramento do acesso após o encerramento dos servidores.



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