Durante o férias de primaverao tempo livre em casa está aumentando e a atratividade da tecnologia está aumentando. As famílias estão preocupadas com a exposição à tela devido ao medo dos efeitos negativos na saúde mental dos jovens.
A Academia Americana de Psiquiatria Infantil e Adolescente (AACAP) alerta que o uso excessivo de telas pode estar associado a problemas de sono, problemas escolares e deficiência de habilidades sociais em crianças e adolescentes. Recomenda limitar o tempo de uso do dispositivo, priorizar atividades familiares e incentivar o contato presencial com colegas para apoiar o bem-estar emocional e social. Além disso, promove o monitoramento ativo e a discussão dos conteúdos consumidos por menores.
No entanto, Perseguição (Universidade de Melbourne) e estudos citados pela mídia sustentam que administrar tempo suficiente em frente ao dispositivo pode transformar a experiência digital e fortalecer as habilidades sociais, a criatividade e a saúde.
A perceção dos perigos associados ao uso de dispositivos eletrónicos ganhou força, especialmente na Austrália, onde 80% da população apoia restrições de idade no acesso às redes sociais, e seis em cada dez pais consideram estes sites o maior risco para a saúde dos seus filhos, segundo o perseguido.

A Cleveland Clinic recomenda estabelecer limites claros e consistentes para o tempo de tela, adaptados à idade e às necessidades de cada criança ou adolescente. Explicaram que definir um horário de utilização dos dispositivos, promover atividades offline e manter hábitos familiares saudáveis ajudam a reduzir os riscos associados ao tempo excessivo de ecrã e a promover um desenvolvimento equilibrado.
O debate público se intensificou após a publicação do livro da psicóloga norte-americana Jonathan Haidtque relaciona o aumento do uso de smartphones e redes sociais com o aumento de transtornos de ansiedade e depressão entre os jovens. O tema ganhou espaço na mídia, nas redes sociais e nos fóruns legislativos.
O uso descontrolado de tecnologia durante as férias escolares expõe os menores a perigos como cyberbullying, dependência de videogames, acesso a informações falsas, questões de privacidade e sexo, de acordo com o perseguido.
Em entrevista, o Dr. Noah Schwartz, especialista em pediatria da Cleveland Clinic, enfatizou que o impacto do tempo de tela depende do tipo de conteúdo, do contexto e do equilíbrio de outras atividades. Salientou que nem toda a utilização digital é um problema e que as atividades criativas, educativas ou sociais podem trazer benefícios, se o tempo livre for monitorizado e promovido.

Estes riscos afectam os mais vulneráveis e a falta de supervisão aumenta o risco durante a longa época de férias. Os especialistas insistem que, embora o risco exista e possa ser grande, as razões são muitas vezes muitas e complexas.
Quanto à importância desses riscos para a saúde mental, perseguido destaca que a relação entre tecnologia e saúde mental é muitas vezes feita de forma reducionista.
Um estudo recente publicado pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) destaca que a relação entre o tempo de tela e a saúde mental em jovens é complexa e depende de muitos fatores, incluindo o ambiente comunitário e familiar, o tipo de uso e as características individuais. O estudo destaca que nem todo o uso da tecnologia tem efeitos negativos e que o apoio dos adultos e o uso equilibrado podem mitigar os riscos e promover uma experiência digital positiva.
O aumento da ansiedade e da depressão por si só com o uso das redes sociais estraga o quadro, porque existem outros factores – como a ansiedade em relação às alterações climáticas, os conflitos globais e a instabilidade económica– afecta também a saúde dos jovens. A evidência empírica disponível coloca a participação digital como um factor secundário num contexto social mais amplo e diversificado.

Apesar das preocupações, perseguido destaca os benefícios do uso eficaz da tecnologia. As redes sociais podem estar positivamente associadas à tranquilidade e à inclusão social dos jovens, enquanto para os jovens de comunidades remotas ou marginalizadas, a comunicação virtual facilita a formação de vínculos reais, algo que é mais difícil através dos métodos tradicionais.
Além disso, plataformas de videogame e comunidades digitais Promovem a cooperação, o desenvolvimento da identidade e a redução do isolamento, o que contribui para um maior sentimento de pertença. Estas experiências digitais, se orientadas e equilibradas, podem melhorar a autoestima e a independência.
O feriado dá aos jovens a oportunidade de explorar ferramentas digitais voltadas à criatividade, como edição de vídeo, produção musical, design gráfico ou programação.
Segundo a Cleveland Clinic, durante as férias é importante negociar acordos familiares sobre o tempo de tela e incentivar atividades que equilibrem o uso da tecnologia com exercícios, leitura e socialização. Recomendam aproveitar as férias escolares para desenvolver novas competências digitais nos jovens, num quadro de monitorização e discussão aberta.
Estas atividades incentivam a autoexpressão, desenvolvem novas competências e oferecem outras opções de crescimento pessoal. perseguido cita uma pesquisa em que 54% dos músicos concordam que a inteligência artificial pode melhorar a criatividade, embora muitos jovens expressem preocupações sobre a sua utilização na criação de arte.

A Clínica Mayo enfatiza que o uso criativo e equilibrado da tecnologia pode beneficiar o desenvolvimento de crianças e adolescentes. Eles sugerem que os adultos adiram à experiência digital, ajudem a escolher aplicativos ou conteúdos de qualidade e participem ativamente do processo, o que fortalece as relações familiares e promove o uso da tela..
perseguido destaca a importância do diálogo em casa: consultar os jovens sobre os seus interesses e atividades digitais, oferecer opções de lazer partilhadas e envolvê-los no desenvolvimento de objetivos de férias, reforçando assim a sua independência e sentido de responsabilidade. Servir de exemplo é essencial para desenvolver hábitos equilibrados.
Promover uma cultura familiar saudável e capacitar os jovens exige mudar a relação entre família, juventude e tecnologia. Os especialistas entrevistados enfatizaram que a motivação dos JUVENTUDE e a sua participação ativa é um fator importante na construção de um mundo digital mais seguro.
Incentivar a comunicação aberta, bem como atribuir responsabilidade e tomada de decisões, incentiva a confiança e a independência e promove um equilíbrio entre o tempo online e offline, promover a coexistência digital sustentável.















