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Tomás Gálvez admite que abriu ‘duas ou três’ investigações contra Dina Boluarte: “Não são criminosos”

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FOTO DE ARQUIVO: A presidente do Peru, Dina Boluarte, chega ao Congresso para fazer seu discurso anual e final sobre o estado da nação, em Lima, Peru, em 28 de julho de 2025. REUTERS/Angela Ponce/Foto de arquivo

Tomas Gálvezprocurador em exercício do país, admitiu que abriu duas ou três investigações preliminares contra o ex-presidente. Em Boluarte durante sua gestão, considerando que não há elementos suficientes para dar continuidade ao processo. Numa entrevista recente, explicou que as denúncias apresentadas não estavam relacionadas com o crime ou não puderam ser verificadas, o que justificou a sua decisão de não prosseguir com estes casos.

“Apresentamos algumas denúncias contra Boluarte porque não são criminosos, outras por falta de provas ou porque não há provas. Os fatos declarados não são válidos. São processos temporários, por isso foi oportuno encerrá-los”, explicou Gálvez em entrevista Sempre às oitoao mesmo tempo que sublinha que o caso Rolex permanece aberto devido a sérias preocupações.

Observou especificamente que no caso da intervenção estética de Boluarte, embora a investigação não esteja encerrada, Não há acusações claras até agora. “A recolha de informação e a autuação continuam, mas ainda não foi apurada a existência de crime”, explicou. Gálvez confirmou que há muito trabalho no Ministério Público e que só está lá há três meses, por isso todos os processos abertos ainda estão em análise.

Quanto à situação no Ministério do Interior, Gálvez Ele se afirmou questionando Delia Espinoza, recentemente demitida pelo Conselho Nacional. O procurador interino destacou que, embora já tenham se passado dez anos desde a desqualificação de Espinoza, um novo funcionário não pode ser nomeado até que a decisão seja tomada e os recursos administrativos à disposição do procurador anterior tenham sido esgotados.

Tomás Gálvez respondeu a Delia
Tomás Gálvez respondeu a Delia Espinoza depois de exigir sua reintegração: “Ainda não há decisão que permita que ela seja procuradora da Nação”. Infobae Peru / Captura de TV – Canal N

“Ele tem cinco dias para reconsiderar. Se o Conselho Nacional de Justiça aprovar a destituição, o Estado nomeado poderá eleger um novo procurador.“Explicou Gálvez. Além disso, sugeriu que o Ministério de Estado atravessa um período de transição e reforma, que inclui liderança e tomada de decisões.

Também questionou a atuação de outras figuras proeminentes do Ministério de Estado, como Pablo Sánchez, o promotor, e expressou preocupação com a interferência ideológica de determinados grupos na instituição. Segundo o procurador, a influência de grupos ligados a organizações não governamentais e ao sector dos direitos humanos é “conhecida e verificável”, afectando a estabilidade e independência do Ministério de Estado.

“Esta intervenção ideológica levou à dissolução do Ministério Público Supremo e à humilhação da instituição. É necessário investigar profundamente como aconteceu esta influência e quem se ofereceu nestes jogos”, sublinhou Gálvez.

Delia Espinoza foi eliminada como
Delia Espinoza foi destituída do cargo de Procuradora Sênior por decisão unânime do JNJ. (Crédito da imagem: Infobae Peru)

Ele também discutiu o problema do excesso de denúncias e a necessidade de estabelecer medidas mais rígidas para abertura de investigações. Disse que o novo projecto de Lei Orgânica do Ministério de Estado estabelecerá que o processo não pode ser aberto sem pelo menos um elemento objectivo que justifique uma simples suspeição, evitando assim a instauração de julgamentos descabidos.

Quanto às críticas à atuação do Ministério Público em casos de mídia, como prisão preventiva de Keiko Fujimori, Gálvez defendeu a necessidade de provas para emitir uma condenação e lamentou a influência da mídia e a pressão ideológica em algumas decisões judiciais e financeiras. “Este caso do cocktail é um exemplo de manipulação da administração pública. Fui o primeiro a salientar que não houve crime de branqueamento de capitais, o que foi confirmado pelo Tribunal Constitucional”, acrescentou.



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