Cairo, 18 jan (EFE).- As autoridades sauditas executaram no domingo três pessoas acusadas de “crimes terroristas”, elevando o total para seis este ano, depois de baterem o recorde anual de 356 execuções de 2025, informou o Ministério do Interior saudita.
Os três sauditas mortos hoje na região de Riade foram condenados por “cometer crimes terroristas, incluindo colaboração com organizações terroristas estrangeiras, colocação de dispositivos explosivos em veículos das forças de segurança com a intenção de matar os seus membros e abrigar vários elementos terroristas”, afirmou o ministério em comunicado, sem dar mais detalhes sobre quando foram detidos.
Ele também garantiu que o departamento “afirma a determinação do governo saudita em manter a segurança, a justiça e implementar as disposições da lei islâmica contra qualquer pessoa que ataque pessoas inocentes e viole o seu direito à vida e à segurança”.
No dia 7 de janeiro, as autoridades sauditas também impuseram a pena de morte a três cidadãos deste país por crimes relacionados com o terrorismo, a primeira em 2026.
Segundo várias ONG, 356 pessoas foram mortas no ano passado na Arábia Saudita, mais onze do que no ano passado e estabeleceram um novo recorde no país desde que os registos começaram, apesar de o príncipe saudita e líder de facto, Mohamed bin Salman, ter anunciado em 2018 que o seu plano era reduzir significativamente o número de assassinatos.
As autoridades sauditas costumam reportar a maioria das execuções através de declarações emitidas pelo Ministério do Interior, embora os pedidos de pena de morte não tenham sido publicados. crença
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