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Trump cancela conversações com o Irão e diz aos manifestantes que “a ajuda está a caminho”

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As mensagens enviadas diretamente aos manifestantes iranianos pela rede Truth Social incluíam incentivos para continuarem a protestar, bem como uma proposta para omitir os nomes dos envolvidos na repressão, dizendo que “pagariam caro”. Esta declaração oficial marcou o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de suspender todos os canais de diálogo diplomático com o governo iraniano até que cesse o processo de violência durante os recentes protestos naquele país.

Conforme noticiado pela agência EFE, Trump declarou publicamente que “a ajuda está a caminho” e anunciou a suspensão de todas as reuniões com representantes do regime iraniano em resposta ao crescente número de mortes e detenções ocorridas no âmbito do movimento. Na sua declaração, o presidente dos EUA pediu aos que chamou de “patriotas iranianos” que continuassem os protestos e assumissem o controlo das instituições do país.

A decisão de cancelar o diálogo diplomático foi conhecida depois de os meios de comunicação social Axios terem noticiado detalhadamente que, durante o fim de semana, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, esteve em contacto constante com Steve Witkoff, enviado especial de Trump para o Médio Oriente e a Ucrânia, com o aparente objectivo de encontrar formas de reduzir as tensões entre os dois governos. No entanto, a possibilidade de abrir um canal de entendimento foi bloqueada depois de Trump ter ameaçado publicamente retaliar militarmente se a repressão aos manifestantes no Irão continuar.

Conforme noticiado pela EFE, a administração dos EUA intensificou a sua pressão económica sobre Teerão ao anunciar uma nova tarifa de 25% para qualquer país que mantenha relações comerciais com o Irão. Esta ação insere-se na estratégia do governo dos EUA de pressão a longo prazo sobre as autoridades iranianas, numa situação marcada pela violência durante os protestos.

A EFE noticiou ainda que a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, informou que o executivo norte-americano não descarta a adoção de medidas militares contra o Irão. Esta situação de conflito coincide com a divulgação de números sobre as vítimas da repressão registados por diversas organizações de direitos humanos e grupos de oposição. Segundo a Agência de Notícias dos Ativistas dos Direitos Humanos (HRANA), organização com sede nos Estados Unidos, pelo menos 544 pessoas morreram durante os protestos no Irão. A Organização Iraniana para os Direitos Humanos informou que um total de 648 manifestantes foram mortos, incluindo crianças com menos de nove anos de idade.

Os protestos que provocaram esta crise tiveram uma grande participação cidadã e, segundo relatório da EFE, provocaram muitas pessoas e detenções. As organizações internacionais e os movimentos de oposição intensificaram a monitorização e a denúncia de possíveis violações dos direitos fundamentais por parte dos militares oficiais iranianos como resultado destes acontecimentos.

A declaração do Presidente Trump terminou com o slogan “MIGA” (abreviação de “Make Iran Great Again”), uma variação da frase frequentemente usada nas suas campanhas políticas para se dirigir aos Estados Unidos. A EFE destacou a posição do Governo dos EUA relativamente à situação interna no Irão, com um alerta claro sobre as sanções económicas e não descartando uma ação militar em resposta ao conflito e ao tratamento dos protestos no território iraniano.



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