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Trump e Zelensky concordam que acordo sobre a Ucrânia está “muito próximo”, mas ainda há “questões difíceis”

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Durante a videochamada que decorreu durante a reunião em Palm Beach, os principais líderes europeus concentraram-se em delinear os passos concretos para facilitar o fim do conflito entre a Ucrânia e a Rússia e lançar as bases de uma paz considerada justa e duradoura. Segundo o Primeiro-Ministro da Finlândia, Alexander Stubb, citado pela comunicação social no início, estas ideias foram discutidas mas os termos discutidos não foram tornados públicos, porque a prioridade foi direcionada para a coordenação entre os Estados Unidos, a União Europeia, a NATO e as grandes potências da Europa Ocidental. Neste contexto, o Presidente Donald Trump e Volodymyr Zelensky concordaram que o acordo que porá fim à guerra está “muito próximo”, embora reconheçam a existência de problemas difíceis que ainda precisam de ser resolvidos.

Segundo relatos da mídia, o encontro entre Trump e Zelensky ocorreu no sábado na residência do presidente dos EUA na Flórida e durou duas horas. Este encontro ficou marcado não só pelas conversações bilaterais mas também pela introdução de videochamadas com os principais líderes do continente europeu. Entre os participantes estavam Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia; Mark Rutte, Secretário Geral da OTAN; bem como Fredrich Merz, Emmanuel Macron e Keir Starmer, representantes da Alemanha, França e Reino Unido. Segundo a mesma fonte, o apelo à solução da crise respondeu à procura de apoio internacional.

Durante uma conferência de imprensa conjunta, Trump anunciou que houve progresso em “95 por cento” das questões relacionadas com o acordo, embora tenha preferido não enfatizar o número porque, nas suas palavras, “não gosto de falar de percentagens”. O Presidente norte-americano indicou inicialmente aos jornalistas que ainda há “uma ou duas questões muito difíceis de resolver”, apontando para os grandes obstáculos que permanecem nas negociações bilaterais e internacionais para pôr fim ao conflito. Além disso, Trump enfatizou em diversas ocasiões a proximidade de um potencial acordo: “Parece-me que estamos mais próximos do que nunca no que diz respeito a ambos os lados”, disse ele aos repórteres, de acordo com relatos da mídia que cobriram a reunião.

Durante a reunião, Zelensky reiterou a possibilidade de um acordo com a Rússia, especialmente no que diz respeito à perda de território controlado por aquele país, poder ser submetido à decisão do povo ucraniano através de um plebiscito. Conforme explicado detalhadamente pela mídia, o presidente ucraniano explicou que esta consulta popular é considerada apenas como uma opção, enquanto a sua implementação depende da conclusão do plano e da sua aceitação a nível nacional. Volodymyr Zelensky afirmou que, se as condições se revelarem “difíceis de digerir”, os cidadãos e o Parlamento deverão confirmar ou rejeitar qualquer proposta final. Diante disso, o presidente disse diante da mídia que “nossa sociedade deve votar porque esta é a nossa pátria, não pertence a uma única pessoa, mas é a terra das sucessivas gerações”.

O evento também foi realizado para que os dois líderes levantassem a urgência da paz. Trump sublinhou a necessidade de uma resposta rápida, destacando a importância da continuação da violência e da morte se as negociações estagnarem. Durante o seu discurso, o presidente dos EUA disse: “Porque no final das contas, se não fizermos algo, as pessoas continuarão a lutar e a morrer, e não queremos que isso aconteça”. Segundo a mesma mídia, Trump indicou que, na próxima semana, as conversações entre as delegações desempenharão um papel importante na consecução dos objetivos propostos.

A mídia informou que, enquanto a reunião se realizava no sul da Flórida, as equipes técnicas e diplomáticas dos dois países se preparavam para a próxima possível rodada de negociações internacionais destinadas a resolver os pontos pendentes, especialmente aqueles considerados pelas partes envolvidas. Estes problemas referem-se tanto à situação do território disputado como às medidas de segurança para a Ucrânia e à garantia internacional de fortalecimento do acordo.

Durante a videochamada, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, juntamente com os chefes de governo da Alemanha, França e Reino Unido, confirmaram a vontade europeia de “avançar para uma paz verdadeira e duradoura”, conforme descreveu Alexander Stubb após a reunião virtual. Apesar da falta de informações específicas sobre compromissos acordados ou procedimentos propostos, a participação ativa destes números indicou apoio internacional para a busca de uma solução.

Por outro lado, a insistência de Zelensky na consulta democrática sublinhou a importância simbólica do direito da sociedade ucraniana de decidir o destino do seu território e de qualquer acordo que implique o reconhecimento da perda dos territórios conquistados. O presidente enfatizou que a soberania e a legitimidade do processo de paz dependem da participação do povo no final, ou se não, dos representantes parlamentares, se os termos do acordo exigirem aprovação adicional.

A mídia informou que a reunião de Palm Beach e a videoconferência relacionada foram um passo importante na coordenação entre Washington, Kiev e as capitais europeias. De acordo com os vários responsáveis ​​presentes ou remotamente ligados, o principal objectivo é acelerar o caminho para a assinatura de um acordo abrangente que ponha fim ao conflito armado, facilitar a reconstrução e garantir a segurança da Ucrânia face aos futuros desafios de segurança regional.

Neste contexto, tanto a delegação americana como a ucraniana comprometeram-se publicamente junto da imprensa, conforme noticiado pelos meios de comunicação, a “fazer todo o possível” para resolver os problemas pendentes no curto prazo. As discussões técnicas e políticas deverão continuar nas próximas semanas em diferentes fóruns internacionais, sob os auspícios da NATO e da União Europeia.

A fonte concluiu que o papel das instituições internacionais e do governo europeu surge como um elemento importante na próxima fase das negociações, devido à necessidade de consensos e garantias que vão além do sistema bilateral entre Washington e Kiev. Trump e Zelensky, segundo o comunicado recolhido, esperam que os progressos alcançados, iguais a “95 por cento” do possível acordo, permitam superar os obstáculos identificados e que as delegações encontrem um resultado positivo nas futuras negociações.



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