Segundo informações fornecidas pela mídia Semana e confirmadas pela Polícia Nacional da Colômbia, Jorge Luis Páez Cordero, conhecido como ‘Cucaracho’, permanece fugitivo na Colômbia há dois anos após escapar de uma prisão venezuelana. As fotos obtidas pelas autoridades, que mostravam Páez Cordero na piscina de uma luxuosa casa na cidade de Santa Marta, permitiram encontrá-lo e prendê-lo no norte do país.
Segundo a Polícia Nacional colombiana, o nome ‘Cucaracho’ foi detido terça-feira em Santa Marta, onde o suspeito trabalhava como um dos líderes do Trem Aragua, organização criminosa venezuelana presente em vários países da América Latina. A Polícia destacou que ele não era apenas um traficante de drogas, mas também um homem de confiança de ‘Niño Guerrero’, apontado pelas autoridades como líder da organização. Segundo a investigação, Páez Cordero está ligado ao tráfico de drogas em lugares como América Central, Estados Unidos e Europa.
O diretor da Polícia Nacional, William Rincón, informou através da rede social que “O trem Aragua continua se deteriorando. Em Santa Marta, a Polícia Colombiana prendeu o nome ‘Cucaracho’, o chefe do tráfico de drogas e um homem de confiança chamado ‘Niño Guerrero’, o líder desta organização criminosa transnacional que está presente em muitos países da América Latina”. Rincón destacou que Páez Cordero recebeu um aviso vermelho da Interpol, o que indica um alto interesse internacional em sua prisão. Além disso, foi responsabilizado pela coordenação do envio de toneladas de cocaína da Colômbia e da Venezuela para vários locais fora do continente, bem como por facilitar o financiamento de organizações criminosas ligadas ao terrorismo e ao tráfico ilegal de armas.
Este responsável também destacou que a prisão de Páez Cordero tem um impacto direto nas finanças e na logística do Trem de Aragua, reduzindo assim as oportunidades para os criminosos nesta organização. “Sua prisão visa diretamente o dinheiro, a logística e a capacidade dos criminosos no trem Aragua e confirma que a Colômbia não será um porto seguro para aqueles que cometem crimes fora de nossas fronteiras”, disse Rincón conforme relatado pela Semana.
Por outro lado, Edgar Andrés Correa, diretor do Gaula – Fundo Antissequestro e Extorsão da Polícia Colombiana – afirmou publicamente que o preso também está relacionado com o trabalho de extorsão e sequestro, que afeta diretamente comerciantes e pecuaristas da região caribenha da Colômbia. Além disso, explicou que Páez Cordero estava associado à lavagem de dinheiro proveniente de atividades ilegais. Segundo o comunicado de Correa divulgado na rede social, no âmbito da ação policial, foram confiscados os elementos tecnológicos que permitem aprofundar a atual linha de investigação.
Semana disse ainda que a Polícia Nacional, que trabalhou com o Ministério Público e organismos internacionais, realizou uma vigilância digital que incluiu a visualização de fotos e vídeos. Este esforço permitiu reunir provas básicas sobre a localização e captura de Páez Cordero. Dentre as agências estrangeiras participantes, destaca-se a DEA, a Administração Antidrogas dos Estados Unidos, que foi considerada a base do sucesso da operação de cooperação.
A Polícia Colombiana indicou num comunicado repetido pela Semana que este “resultado, alcançado em cooperação com o Ministério Público e agências internacionais como a DEA, mostra que a cooperação global está determinada a fechar o caminho às organizações criminosas que pretendem operar fora das fronteiras”.
As autoridades confirmaram que as detenções representam um progresso na luta contra o crime organizado internacional, ao enfraquecer as actividades dos principais intervenientes na organização de rotas e recursos para o tráfico de droga e no financiamento de redes internacionais. De acordo com o equilíbrio oferecido pelas forças de segurança, a medida evita que a Colômbia seja usada como refúgio para pessoas envolvidas em crimes internacionais.















