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Venezuela estima “mais de 400” prisioneiros libertados, nega atrasos

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Rafael Tudares, genro de Edmundo González, candidato presidencial da oposição nas eleições de 2024, está entre os libertados na Venezuela, conforme confirmado por Mariana González de Tudares, esposa de Tudares. A notícia surge no contexto de uma disputa sobre o número real de libertações por parte do Estado venezuelano, um debate que coincide com os números publicados pelas autoridades e com estimativas elaboradas por organizações privadas.

Segundo os dados explicados pela rede televisiva Globovisión, o procurador venezuelano, Tarek William Saab, apontou as versões que questionam a validade do processo de extradição ou oferecem atrasos injustificados em propaganda falsa. Saab confirmou que a Venezuela libertou mais de 400 pessoas e negou categoricamente que tenha sido lenta neste processo. “Rejeito a campanha contra esta ação do Estado venezuelano, selando a sua libertação”, afirmou o procurador, citado pela Globovisión. Ele também descreveu as declarações questionando o processo e o número de publicações como “parte desta guerra suja contra a democracia venezuelana”. A Saab também garantiu que as ações tomadas foram documentadas e respaldadas em documentos judiciais.

Em contrapartida, a organização não governamental Foro Penal indicou na sua rede social que apenas 154 foram publicados desde 8 de janeiro. O Foro Penal anunciou que estes dados correspondem a 22 de janeiro e destacou que, apesar do anúncio oficial, há outras 780 pessoas que ainda não conseguem a liberdade por motivos políticos. A discrepância entre os números divulgados pelo governo e pela sociedade civil é um dos pontos centrais do debate sobre direitos humanos e transparência no processo penal no país.

Nas últimas semanas, Caracas participou do processo de libertação que, segundo a Globovisión, está relacionado ao ataque do Exército dos Estados Unidos em 3 de janeiro, que matou mais de uma centena de pessoas. Esta operação terminou com a detenção de Nicolás Maduro e da sua esposa, Cilia Flores, que foram transferidos para território norte-americano e apresentados a um tribunal acusados ​​de envolvimento no narcoterrorismo.

O governo venezuelano insistiu que agiu de acordo com as regras e que os seus esforços fazem parte da iniciativa de transparência do governo, ao mesmo tempo que rejeitou números generalizados de menos libertações como parte de uma “campanha de desinformação”. Saab garantiu, segundo a Globovisión, que estas divulgações não só foram executadas de forma adequada, mas foram apoiadas por autos judiciais, ao mesmo tempo que alertou sobre o possível impacto negativo da difusão de números falsos e entendeu que se tratava de um ataque direto às instituições públicas.

O Fórum Penal, por outro lado, garantiu que as suas estatísticas se baseiam em monitorização independente e confirmou que o número real de pessoas libertadas da prisão é muito inferior ao anunciado oficialmente. A organização exigiu mais informações sobre o processo judicial aplicado aos detidos por motivos políticos e exigiu que as autoridades abrissem uma verificação externa da lista de pessoas afetadas pela cláusula de libertação.

A mídia Globovisión informou que o processo de libertação tornou-se mais transparente após o incidente de 3 de janeiro e a prisão de importantes líderes pró-governo. Fontes governamentais confirmaram que esta medida faz parte de uma política que visa normalizar a situação judicial dos presos, enquanto a sociedade civil continua preocupada com a persistência de pessoas privadas de liberdade por razões políticas na Venezuela.

A libertação de Rafael Tudares foi mostrada nesse contexto. Em comunicado prestado por sua esposa, Mariana González de Tudares, foi confirmado que entre os beneficiários da recente libertação estão os familiares do candidato presidencial da oposição, Edmundo González.

A Globovisión destacou que Tarek William Saab destacou a investigação de cada caso listado e confirmou que os documentos relevantes foram devidamente tramitados perante o sistema judicial. O Ministério Público salientou a sua rejeição de “números falsos”, ao mesmo tempo que sublinhou o seu compromisso com a aplicação da lei em vigor em cada fase da sua publicação.

A discrepância entre os números oferecidos pelo Estado e os dados pelo Fórum Penal ainda suscita debate tanto na opinião pública como no cenário internacional. O número de extradições, a rapidez do procedimento e a transparência do processo judicial permanecem no centro do debate sobre o tratamento dado pelo governo aos detidos por razões políticas na Venezuela.



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