O papel do ex-presidente José Luis Rodríguez Zapatero no apoio à libertação de pessoas detidas na Venezuela recebeu aprovação direta do presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, que destacou a importância destes esforços no esforço internacional que visa a transição na Venezuela. Segundo a reportagem da Europa Press, Sánchez fez estes comentários durante uma conferência de imprensa com o primeiro-ministro grego, Kyriákos Mitsotákis, sobre a recente relação com o novo governo venezuelano após a intervenção militar liderada pelos EUA e a prisão de Nicolás Maduro.
Durante esta conferência de imprensa, o Presidente espanhol anunciou que pediu na sexta-feira à presidente em exercício da Venezuela, Delcy Rodríguez, que continue o processo de libertação dos dissidentes e facilite as condições para uma transição política não violenta. Sánchez destacou que existe uma total disponibilidade do governo espanhol para trabalhar com as autoridades venezuelanas e o setor da oposição, para que – nas suas palavras – “abra o caminho para uma transição que deve ser pacífica, que deve ser inclusiva”, relata a Europa Press.
Questionado pelos jornalistas sobre a primeira ação oficial de Espanha por parte da administração interina de Delcy Rodríguez desde a recente crise política, Sánchez explicou que enfatizou claramente “a necessidade de continuar a libertação de presos políticos” como um passo fundamental na normalização democrática do país sul-americano. O presidente agradeceu publicamente o trabalho realizado por Rodríguez Zapatero “para a libertação” de presos por motivos políticos e destacou que a cooperação de atores internacionais e locais contribuiu para a libertação de vários presos na Venezuela.
O executivo espanhol considerou antecipadamente à opinião pública o compromisso de assumir um papel ativo, em conjunto com outros países e representantes políticos, para apoiar o processo de transição que inclui grupos representativos da sociedade venezuelana. “Todos os elementos que representam a sociedade venezuelana devem ser incluídos nesta transição para a democracia e eleições livres”, disse Sánchez na sua aparição. Conforme noticiado pela Europa Press, o presidente sublinhou que a resolução do conflito interno deve estar nas mãos do povo venezuelano e que só a comunidade internacional pode trabalhar em conjunto e ajudar a encontrar um compromisso.
A abertura desta discussão ocorre no contexto de mudanças significativas no cenário político venezuelano após a prisão de Maduro e a recente intervenção estrangeira. Sánchez enfatizou a importância de que o caminho para as próximas eleições na Venezuela inclua a participação de toda a sociedade civil, organizações políticas e outros setores sociais, e que todas as transições tenham a legitimidade do povo venezuelano.
A Europa Press observou detalhadamente que o governo espanhol mantém canais de comunicação com as autoridades de Caracas e está pronto para promover atividades diplomáticas que garantam as condições para um processo eleitoral transparente e a restauração das instituições públicas. Além disso, La Moncloa enfatizou o papel da mediação internacional, apresentada na pessoa de Rodríguez Zapatero e com a participação de outros países reconhecidos pelo Executivo venezuelano, que identificam como atores essenciais para facilitar negociações e prisões.
Os recentes acontecimentos na Venezuela, com a mudança de liderança no Executivo, levaram países como a Espanha a considerar o reforço da sua presença diplomática e política na região com o objetivo de contribuir para a estabilidade e a reconstrução democrática, nota a Europa Press. O governo espanhol reafirmou o seu apoio a um processo pacífico que vise a libertação dos detidos por razões políticas, o diálogo político e a convocação de eleições livres e universais.
Neste sistema, as notas referem-se às fontes visuais da conferência de imprensa e fornecem links para acesso às fotos do evento publicadas pela Europa Press Television.















