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Wilmar Mejía garantiu que não foi notificado para administrar a Uiaf, mas não descarta aceitação caso Petro o ofereça: “Que os corruptos tomem cuidado”

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Wilmar Mejía confirmou sua renúncia ao cargo de vice-diretor da Diretoria Nacional de Inteligência em 3 de março – crédito Uiaf e @wilmarmejia/X

Wilmar Mejía garantiu através de seu relato em Ele explicou que, até o momento, nenhuma autoridade confirmou esta nomeação.

No mesmo livro, o ex-funcionário disse que, caso o presidente Gustavo Petro se oferecesse para assumir essa responsabilidade, aceitaria o cargo. “Ele toma isso como algo que eu não sei. Mas então, que os corruptos roubem os recursos da saúde, os extorsionários, e nesta mesma área, os lavadores de dinheiro para os traficantes… Quando você assinou?“, escreveu.

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A declaração de Mejía ocorreu em meio a questionamentos de vários políticos, incluindo a senadora María Fernanda Cabal, que em X criticou a possibilidade de o ex-funcionário vir para a Uiaf. “Wilmar Mejía, o mesmo que aparece nos arquivos do terrorista chamado Caralcá nas FARC, hoje diretor da Uiaf? Não há confiança de que alguém ligado às FARC administre as informações financeiras dos colombianos”, disse a congressista.

Wilmar Mejía disse não ter conhecimento da possível nomeação como diretor da Uiaf, pois nenhuma autoridade oficializou a nomeação - crédito @wilmarmejia/X
Wilmar Mejía disse não ter conhecimento da possível nomeação como diretor da Uiaf, pois nenhuma autoridade oficializou a nomeação – crédito @wilmarmejia/X

Em resposta, Mejía postou outra mensagem questionando o senador. “É ridículo, um senador com ficha ilibada me acusa de vazar informações para a oposição. Aquele que supostamente tem o ‘dom’ de não divulgar detalhes de seu passado na Procuradoria-Geral da República e cujo pai é custodiante de bens do tráfico de drogas (coincidência?). Aquela que tinha ou teve parentes ligados a empresas de tráfico de drogas (coincidência? São malucos!”, escreveu.

Refira-se que, até ao momento, não houve nenhum comunicado oficial confirmando a mudança na gestão da Uiaf e, portanto, a chegada de Mejía a este cargo.

Emissão de DNI e antecedentes do caso

O nome de Wilmar Mejía estava ligado à investigação relacionada ao chamado arquivo de pseudônimo Calarcá. Foi então que o ex-funcionário confirmou a sua demissão do cargo de subdiretor da Direção de Inteligência Nacional (DNI), decisão que tomou, segundo a sua explicação, no dia 3 de março.

Postado por Central de avisos o Canal 1Isso é média Mejía apareceu em um vídeo indicando issomeu trabalho ou minhas ações não podem ser menos que minha ideologia ou minha éticaDisse ainda que a decisão foi tomada enquanto se preparava para regressar ao trabalho, depois de o Ministério Público ter cancelado a sua suspensão.

crédito Joaquín Sarmiento/AFP | DNI | @wilmarmejia/X
Documentos apreendidos sob o pseudônimo Calarcá contêm referências à divulgação de informações sobre membros das forças armadas – crédito Joaquín Sarmiento/AFP, DNI e @wilmarmejia/X

O caso ficou famoso há um mês, quando Notícias de Caracol Foram divulgados os documentos, cartas, fotos e conversas encontradas no dispositivo eletrônico chamado Calarcá, líder da oposição das FARC. Segundo esta informação, Mejía é mencionada nos referidos arquivos, que recebem o nome de El Chulo e estão relacionados com a suposta divulgação de informações sobre membros das Forças Populares.

Estes documentos também se referem a alegados esforços para facilitar comunicações e transações, bem como a suposta proposta de criação de uma empresa de defesa chefiada pelo general Juan Miguel Huertas.

A posição de Mejía e a pergunta do Ministério Público

O Ministério Público avançou na investigação dos equipamentos apreendidos em nome de Calarcá - crédito Luisa González/REUTERS
O Ministério Público avançou na investigação dos equipamentos apreendidos em nome de Calarcá – crédito Luisa González/REUTERS

Diante dessas acusações, Mejía negou qualquer ligação com o nome Calarcá e confirmou que não o conhecia pessoalmente e questionou o andamento da investigação por parte do Ministério Público.

“Desde o início deste escândalo, houve uma grande contradição na forma como o Ministério Público trabalha. Disponibilizei meu passaporte, equipamentos de informática e celular para que a Promotoria pudesse solicitá-los, e eles deveriam permanecer em poder da Promotoria. Porém, em sua entrevista, o promotor garantiu que os materiais estão localizados em outro local.“, disse ele em comunicado Canal 1.

Da mesma forma, constatou a existência de irregularidades na obtenção de depoimentos no processo. Disse que, segundo sua versão, uma pessoa chamada Leo recebeu o conceito de liberdade em troca de testemunhar contra ele e o general Luis Fernando Huertas.

Mejía também falou sobre as estruturas ilegais relacionadas com o tráfico de armas e drogas, que acredita poder envolver membros das forças armadas. “Não nos reunimos com o general Huertas ou outros funcionários do governo para criar a primeira empresa a lucrar com o sistema ilegal, neste caso os opositores das FARC. Mas em torno deste tráfico de armas há oficiais privados e oficiais médios e superiores.“, feito.



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