O senador de consenso histórico Wilson Arias rejeitou a proposta do ex-senador Roy Barreras de mudar o consenso do partido de centro-esquerda Frente por la Vida e confirmou seu apoio ao senador Iván Cepeda, a quem identificou como o candidato com maiores chances de vencer o primeiro turno da presidência.
O anúncio de Arias ocorreu depois que o Pacto Histórico decidiu retirar-se da consulta da Frente pela Vida, marcada para 8 de março de 2026, após a decisão do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) de bloquear a candidatura de Iván Cepeda à presidência.
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Através de um vídeo postado nas redes sociais, Wilson Arias questionou diretamente a ação proposta por Roy Barrerasque propôs reabrir a consulta para registar novos candidatos progressistas, incluindo mulheres e outros líderes de esquerda.
“Sua proposta de retomar a consulta, Excluir e/ou substituir o aliado Iván Cepeda por outro candidato, não só enfraquece os esforços de progresso, mas também divide as nossas forças.“, disse o senador.
Arias confirmou que a possibilidade de renovação da consulta significa que o candidato vencedor deverá chegar ao primeiro turno das eleições presidenciais, o que, na sua opinião, reduzindo as chances de vitórias antecipadas para avanço.
Nesse sentido, ele garantiu que Iván Cepeda é o candidato com maior escolha nas eleiçõespor isso sugeriu que os deputados acompanhassem a consulta na sua candidatura.
“O candidato com maiores chances de nos levar à vitória no primeiro turno é o aliado Iván Cepeda. Esta é a razão para estender uma proposta séria, verificável e completamente factível: que os membros da consulta adiram às políticas, aos programas e à eleição de Iván Cepeda”, afirmou.
A abordagem de Roy Barreras surge após a decisão da CNE de bloquear a participação de Iván Cepeda, o que levou à retirada do Acordo Histórico da consulta interpartidária.
Em vídeo postado nas redes sociais, Barreras descreveu o testamento como um “ataque à democracia” e argumentou que a resposta progressista não deveria ser evitada.mas o fortalecimento da consulta.
“Se vocês pensam que com esse golpe deixaremos o campo livre para o bem, vocês estão enganados. Não vamos quebrar e não vamos sair da luta no dia 8 de março”, afirmou.
Antigos senadores ofereceram-se para inscrever novos candidatos progressistas, incluindo mulheres e outros líderes de esquerda.visa revitalizar a consulta da Frente por la Vida e impedir, como disse, o direito ao lucro pela ausência de concorrentes.
Barreras enfatizou que o progresso é um projeto coletivo e não depende de um único político. Além disso, sugeriu que a consulta intensificada permitiria que a lista empurrasse o Congresso, com o objetivo de eleger entre 35 e 40 senadores e até 80 deputados na Assembleia.
O debate se intensificou devido à intervenção de um ex-senador e ex-embaixador na Argentina, Camilo Romero, que reagiu à proposta de Barreras em mensagem nas redes sociais na qual dizia: “Roy Barreras não representa progresso.”
A declaração provocou uma resposta direta de Barreras, que defendeu seu trabalho político e seu papel no projeto progressista.
“Sou o fundador do Pacto Histórico. O liberalismo popular é o progressismo do século XIX. A luta pelo povo não começou ontem”, disse ele.
Em sua resposta, Barreras enumerou as diferentes ações jurídicas e políticas das quais participou, como a defesa do casamento igualitário, o tratado de Escazú, o reconhecimento dos agricultores como sujeitos de direitos, o Acordo de Paz e a eleição do primeiro presidente de esquerda na história da Colômbia.
“O progresso é mostrado na realidade“, concluiu.

A opinião expressa por Wilson Arias, Roy Barreras e Camilo Romero mostra as diferenças estratégicas em curso, especialmente após a decisão histórica da Convenção de se retirar da consulta entre as partes após o decreto emitido pela CNE.
Embora Arias afirme que uma aliança em torno de Iván Cepeda é a opção mais viável para garantir a vitória no primeiro turno, Barreras acredita que a consulta deve ser mantida e ampliada como forma de manter a participação do progressismo nas eleições e fortalecer o elenco de legisladores.
Neste contexto, a definição política a tomar nos próximos dias será a decisão da liderança da Frente pela Vida e da estratégia eleitoral dos sectores de esquerda e centro-esquerda para as eleições presidenciais de 2026.















