O aumento dos ataques russos em território ucraniano tem causado preocupação em Kiev, especialmente após a recente utilização do míssil balístico hipersónico ‘Oreshnik’, que foi utilizado pela segunda vez desde o início do conflito em 2022. Neste contexto, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu aos seus aliados que parassem a produção de novos mísseis para a Rússia para parar a produção de mísseis na Rússia. Imprensa.
Durante a sua mensagem da tarde de sábado, Zelensky destacou o trabalho dos serviços de segurança ucranianos para lidar com a nova escalada das hostilidades, embora tenha sublinhado que os resultados de “ataques profundos e medidas especiais” contra os avanços de Moscovo não foram suficientes. O presidente pediu à comunidade internacional que intensifique os seus esforços, seja através de sanções ou bloqueando a chegada de tecnologia e de partes da indústria de defesa russa, conforme explica a Europa Press.
O chefe de Estado ucraniano sublinhou que no ano passado, a Ucrânia e muitos parceiros internacionais coordenaram uma estratégia conjunta destinada a harmonizar as sanções. Porém, na sua opinião, a rapidez e a potência destas medidas não correspondem à urgência do ambiente militar. Zelensky garantiu que a produção de armas russas depende da recepção de equipamento de fora das suas fronteiras, pelo que impedir estes fornecimentos representa uma das tarefas centrais de Kiev e deve ser uma prioridade também entre os seus governos aliados.
A Europa Press noticiou que o presidente ucraniano defendeu a necessidade de reforçar a cooperação diplomática para fazer face às repetidas tentativas russas de bloquear a cooperação internacional. Além disso, Zelensky observou que o seu governo regista cada um destes episódios para responder de forma eficaz, através de ações no domínio dos serviços especiais, da inteligência e da política internacional, bem como do uso de sanções severas.
No que diz respeito à diplomacia, o presidente reiterou a vontade da Ucrânia de manter canais abertos com os seus parceiros e negou que Kiev fosse um elemento de bloqueio dos canais diplomáticos. “A Ucrânia nunca foi e nunca será um obstáculo para a diplomacia”, afirmou, segundo a Europa Press, acrescentando que “a Rússia é a origem desta guerra, por isso merece toda a vingança e pressão” da comunidade internacional.
Entre os métodos desenvolvidos em seu discurso, Zelensky explicou que o resultado da guerra depende da disposição dos países aliados em priorizar a segurança e a diplomacia. Enfatizou a urgência de pressionar o governo liderado por Vladimir Putin, considerando que “as autoridades russas só podem usar a força” e, portanto, as medidas internacionais devem refletir esse entendimento.
A Europa Press destacou também que o anúncio do presidente foi feito no contexto da intensificação dos ataques russos, um caso marcado pela utilização de armas sofisticadas contra infra-estruturas essenciais em diferentes partes da Ucrânia, incluindo o ataque antes do amanhecer do referido míssil hipersónico.
Na sua apresentação, Zelensky insistiu que a equipa governamental tem um plano de acção tanto no domínio da defesa como no domínio da diplomacia, e garantiu que o caminho a seguir depende da decisão dos parceiros internacionais sobre a estratégia que deve ser priorizada este ano. O presidente sublinhou que o fim da guerra exige uma pressão constante sobre Moscovo e apelou aos países envolvidos para que enfrentem o desafio e atuem “de forma eficaz”.
A mídia europeia acrescentou que Zelensky repetiu o seu pedido às instituições da Ucrânia para cooperarem mais ativamente no fortalecimento das sanções e no bloqueio de fornecimentos à Rússia. O presidente concluiu o seu discurso com uma mensagem sobre a importância de manter a cooperação internacional ao “mais alto nível”, como forma fundamental de controlar as capacidades armamentistas russas e limitar o impacto da escalada militar que começou nas últimas semanas.















