Tomás Andrés Mesa Torres, um menino de nove anos que vive na zona rural do município de Yolombó, Antioquia, despertou preocupação e solidariedade após a denúncia de sua família.
O menor, que recebeu um transplante de rim ainda bebê, enfrentou uma interrupção de nove meses na entrega de medicamentos essenciais pela Nova EPS, o que colocou em risco sua vida e a sobrevivência do órgão transplantado.
Durante o primeiro ano após a cirurgia, Tomás conseguiu manter uma vida estável e a sua família registou bons progressos. No entanto, há quase um ano ela começou a ter problemas para obter a medicação imunossupressora de que necessita todos os dias para prevenir a rejeição renal. O tacrolimus XL e o micofenolato estão entre os medicamentos que devem ser tomados pelos menores, sendo ambos essenciais para garantir a longevidade e o bom funcionamento do órgão transplantado.

Devido à falta de resposta da seguradora, a família teve que arcar com o custo total do tratamento, que gira em torno de 1,5 milhão de pesos por mês, um valor irracional para uma família de baixa renda que vive em uma parte remota do departamento.
Mabely Torres, tia de Tomasy, disse Rádio Azul: “O novo EPS nega-lhe o tacrolimus XL, que é tomado 4 miligramas por dia, e os micofenolatos, que são 500 miligramas por dia. “Não temos dinheiro para continuar a comprar os medicamentos da criança, porque custa 1.500.000 ariary por mês.
A família referiu que, apesar dos procedimentos regulares e dos repetidos pedidos, nenhuma das farmácias geridas pela EPS comercializava o medicamento. A situação é agravada pela distância e pelo custo das viagens, uma vez que têm de se deslocar das zonas rurais para as instalações médicas para encontrar soluções. “A criança precisa desses medicamentos para sobreviver e preservar as sementes que recebeu. Fizemos muitos esforços, mas não encontramos uma solução específica”, reclamou Mabely Torres em conversa com eles. Rádio Azul.

Enquanto aguardam uma solução, os familiares de Tomás continuam a recorrer a empréstimos e doações para pagar o tratamento, na esperança de que a cobertura de saúde seja restaurada e que o menor continue a sua recuperação sem novos obstáculos. O caso suscitou reações entre organizações sociais e civis, que veem na experiência desta família uma amostra das lacunas e atrasos que continuam na atenção integral aos pacientes crônicos e transplantados na Colômbia.
Somando-se à difícil situação enfrentada pela família de Tomás Andrés Mesa Torres em Antioquia, há um novo caso preocupante no sistema de saúde colombiano, desta vez em Barranquilla. A associação de empregadores e inspetores de saúde da capital atlântica informou restrições ao atendimento médico aos membros do Nueva EPS em diversas clínicas da região. Segundo relatos recentes, a Clínica Geral Norte só receberá pacientes em urgências, enquanto outros terão de ser encaminhados para unidades de saúde diferentes.
Segundo os observadores, a razão desta restrição prende-se com os créditos que a EPS tem aos centros de saúde. Esta situação tem causado incerteza entre centenas de membros, que recentemente enfrentaram obstáculos no acesso ao tratamento oportuno, especialmente num dos principais centros médicos de Barranquilla. Pacientes com doenças graves, como cardiopatias ou lesões graves, são internados, mas aqueles com outros sintomas são encaminhados para clínicas como a do Prado, onde há atrasos e dificuldades de acesso.

O inspetor de saúde Andrés Meza Pérez alertou que o problema obrigou os usuários a buscar uma resposta rápida por meio de uma reunião com os diretores zonais de Nueva EPS. Caso não consigam uma solução, os representantes dos empregadores não descartam a ida a empresas como o Ministério Público, a Provedoria de Justiça ou a Provedoria Distrital.
Ao mesmo tempo, registaram-se atrasos na entrega de medicamentos, o que suscita preocupações quanto à continuidade do tratamento e das consultas. Esta nova seção contribui para muitas questões nacionais sobre a qualidade e quantidade dos serviços prestados pela EPS na Colômbia.















