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Os ativistas estão pedindo uma reforma de compromisso para parar a construção

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Madrid, 15 de junho (EFE).- O presidente da Associação de Promotores de Construção de Espanha (APCE Espanha), Xavier Vilajoana, apelou a uma reforma de “consenso” que impeça a construção de casas, depois de criticar que o sistema político “não consegue transformar” o consenso em torno da casa numa maioria parlamentar.

Vilajoana, que compareceu segunda-feira perante a comissão parlamentar de habitação, alertou que “há muitos anos que gestores, advogados, técnicos e empresários deste setor exigem esta reforma, mas o sistema político “não a transformou numa decisão jurídica eficaz”.

Esta comissão insere-se no projecto de lei do Grupo Popular sobre as medidas administrativas e regulamentares de protecção jurídica do ordenamento territorial e urbano, da promoção do desenvolvimento urbano e da habitação.

“Conhecemos o problema, conhecemos a solução e também as consequências. É difícil encontrar outra reforma jurídica com um consenso técnico tão amplo e o problema é a incapacidade do sistema político espanhol em converter esse consenso numa maioria no parlamento”, destacou.

“Enfrentamos uma contradição óbvia: exigimos mais habitação, mas mantemos um sistema que dificulta a produção de terras e a derrubada de novos empreendimentos”, afirmou.

Neste sentido, insistiu que o cancelamento de cada plano significaria anos perdidos, investimento desperdiçado e casas que não chegariam ao mercado quando necessário.

“Quando o plano urbanístico desaparece depois de mais de dez anos de trabalho, não foi só o documento que falhou, falhou toda a política pública”, apontou, focando-se nas consequências para os municípios e os cidadãos.

Disse que têm um problema de trabalho, mas sublinhou que se virem que a produção de casas aumenta devido à disponibilidade de terrenos e ao que pode ser feito, vão encontrar uma solução, porque esse não é o problema agora.

Anteriormente, o diretor-geral do Centro Tecnológico do Notariado, Alberto Martínez Lacambra, e a presidente do Conselho Notarial, Concepción Barrio del Olmo, alertaram para a necessidade de novas instalações, já que este tipo de obra mal atingiu 8% do total das vendas em 2025, contra 48% em 2000.

Apesar da percepção de que os preços do imobiliário estavam em alta há duas décadas, é claro que estão actualmente elevados, não tendo diminuído desde 2013.

Para colmatar esta carência de novas construções, o responsável do Centro Tecnológico de Negócios Notaris explicou que bons transportes públicos e planeamento urbano são as únicas formas de construir terrenos. EFE



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