O candidato do Juntos pelo Peru, Roberto Sánchez, realizou oficialmente na noite de segunda-feira, antes do Júri Nacional Eleitoral (JNE), um pedido de cancelamento do voto nacional peruano no exterior registrado nas 119 repartições consulares.
“Apresentámos o pedido (…) porque o processo eleitoral foi gravemente afetado pelas alterações introduzidas no pedido especial da Assembleia Nacional (Chancelaria) na segunda volta para o presidente”, disse numa breve publicação na sua conta X, antigo Twitter.
Sánchez anunciou uma coletiva de imprensa para dar mais informações sobre a medida, marcada para o dia 23 de junho, às 9h, na sede do grupo, na rua Colón, no centro de Lima.
A repartição consular facilita os preparativos logísticos, montando mesas de votação e divulgando informações oficiais para que os peruanos no exterior possam exercer o seu direito de voto. Estes centros, sob a coordenação do Escritório Nacional do Processo Eleitoral (ONPE) e do Ministério das Relações Exteriores, garantem que o processo seja acessível e eficaz fora do país.
No entanto, Juntos pelo Peru afirma que o Ministério das Relações Exteriores mudou a forma de envio de materiais eleitorais do exterior, substituindo os digitais que foram utilizados na primeira rodada de transferências físicas em malas diplomáticas, o que – segundo sua posição – afetou a cadeia administrativa.
Por isso, chegou a apresentar uma queixa constitucional contra o Chanceler. Carlos Pareja por dizer que “a destruição injustificada e injustificada do sistema material, informático e diplomático do voto dos peruanos no exterior, (…) viola os princípios da neutralidade estatal, da legalidade e da intangibilidade”.
Em desenvolvimento.















