Durante a transmissão de 22 de junho Magali Medina abriu seu programa anunciando que havia decidido registrar uma reclamação com seu advogado antes Unidade de Roubos da Polícia Nacionaleuele Ministério de Estado e o fazerdepois de receber ameaças constantes.
“Mas antes de continuar o programa, quero publicamente, agora sim, não através das redes sociais, mas dizer que eu e o meu advogado apresentamos uma queixa judicial perante a unidade de roubos da Polícia Nacional, perante o Ministério do Interior e perante o INPE, por causa das constantes ameaças que tenho recebido”, disse.
O motorista também disse que seu advogado, Fernando Ugastambém é afetado. “Mostraram muitos dados sensíveis ao meu advogado, dados relativos à sua vida íntima e à sua família”, acrescentou.
Magaly decidiu publicar parte da mensagem que recebeu, embora tenha explicado que não iria mostrar tudo por causa da violência do conteúdo. Entre os artigos lidos diretamente estavam referências a conflitos midiáticos e suas citações Jefferson Farfan no contexto de ameaças.
“Eles desafiaram o garoto que você deve e ele nos deve um pouco de dinheiro e nos deu luz verde para cobrar você”, leu ele. Outra mensagem dizia: “Você quer dizer que o menino deve dinheiro”. Aí a voz aumentou: “Ei, sim ou não, tem chumbo, já tem muitos ovos com você”.
O motorista descreveu a linguagem como a linguagem das gangues. “É uma linguagem muito criminosa usada pelas gangues”, disse ele.

O jornalista também mostrou as mensagens que, segundo os remetentes, continham informações detalhadas sobre sua localização e seu carro. “Conhecemos todos os seus papéis, seu carro”, ele leu. Outros artigos de advertência:
“E aquele garoto galáctico com quem você está nos deve, então pague a ele ou morra.” Para Magaly, estas mensagens procuram incutir medo através de vigilância constante.

Um dos momentos mais sensíveis da sua intervenção foi a ameaça de ataque. “Já temos todas as suas marcas, vamos colocar bombas em carrinhos ou granadas”, disse.
Ele também observou que as mensagens continham advertências de perseguição e morte. “Não vamos deixar você ir até que o matemos e o coloquemos na prisão”, leu ele.

Magaly alertou que a ameaça não é dirigida apenas a ele, mas também à sua proteção jurídica. Seu advogado Fernando Ugas teriam recebido mensagens contendo informações confidenciais sobre seu ambiente.
“Eles divulgaram dados muito sensíveis ao meu advogado”, repetiu.

No meio da defesa, o apresentador levantou a voz e falou, na segunda pessoa, sobre sua rivalidade com o ex-futebolista.
“Você venceu. O que você quer? Deixar que eles coloquem chumbo em mim? Você quer que coloquem uma bomba no meu carro? Você gosta disso?”, disse ele com raiva óbvia.
A frase marcou um dos momentos mais tensos do programa, refletindo a sensação de perigo que, como se diz, enfrenta atualmente.

O jornalista também criticou o que considera uma forma de pressão indireta através das redes sociais. “Farfán acredita que pela sua boca, publicando muitos artigos nas redes sociais, vai me assustar”, disse.
Nesse sentido, ele rejeitou qualquer intimidação. “É um crime, Farfán. Não foi feito”, acrescentou.

Magaly confirmou que seu trabalho está protegido pela liberdade de expressão e continuará a fazê-lo. “Liberdade de expressão, senhor.” Liberdade de expressão, algo que deve ser protegido”, afirmou.
Por fim, o motorista garantiu que não cederia à pressão. “Já disse: no dia em que tiver de me defender, defender-me-ei com pregos e unhas”, concluiu antes de prosseguir com o programa habitual.
















